Além de Usuários, Tecnologia e Negócios também são relevantes em sua carreira

A ordem “padrão” dos pilares

Naturalmente, designers de outras vertentes que tornaram-se UX/UI Designers ou pessoas que migraram de outras áreas foram atraídos primeiramente por desenvolverem uma empatia a resolver os problemas das pessoas, no processo de criação de um produto digital. Esse é o elemento que mais atrai (e retém) pessoas a UX/UI Design. Seguido a ele, vemos a tecnologia, e por fim, os objetivos de negócio.

Detalhando cada um desses pilares, veja como é importante que sejam levados em consideração:

Necessidades de usuários

O que usuários querem? Como interagem? A quê engajam? A sensação gerada por essa premissa é o que, na maior parte dos casos, dirige profissionais a se aprofundarem cada vez mais no estudo do conjunto de práticas para essa descoberta sobre as reais necessidades dos usuários, a fim de criar soluções com uma experiência marcante. Produtos centrados no usuário são a maior tendência do mercado atual, fazendo empresas de diferentes tamanhos aderirem à transformação digital originada nessa mentalidade. Mas você já sabe disso tudo.

Tecnologia

Ah, é ela que nos dá asas. Conforme a tecnologia avança, nossas possibilidades aumentam violentamente, abrindo horizontes antes impensáveis de como pessoas interagiriam com produtos. Em temos de realidade aumentada, criação de mundos totalmente virtuais e automação de objetos, só podemos vislumbrar onde podemos chegar: e mesmo que sejamos surpreendidos quase que diariamente com novas tecnologias, no fundo sabemos que estamos apenas começando. Com isso, estude as reais possibilidades tecnológicas antes, para então começar o processo criativo.

Objetivos de negócios

Conforme falamos em no artigo O impacto da mentalidade de um UX/UI Designer, UX/UI Design faz parte da estratégia de uma empresa, estando diretamente ligado aos seus resultados como um todo. Já que o Design Team irá afetar o negócio em si, a expectativa das empresas é construída sobre tal impacto que pode ser gerado no desempenho de seus produtos. Logo, conclui-se que não se trata de telas bonitas ou mesmo estratégias de marketing, mas de uma constante melhoria na concepção dos produtos e no relacionamento com clientes. Sabe-se então que cada decisão tomada reflete em valor. Abra os olhos para o outro lado da mesa, entendendo como empresas se organizam e constróem seus planos de negócios — e de onde vem o dinheiro que paga o seu salário.

Os porquês

Esse fato se deve a entendermos que, estatisticamente, poucas pessoas que já eram da área de tecnologia ou de negócios tornam-se UX/UI Designers. Por isso, na grande maioria, essas competências têm sido adquiridas no processo, devido à necessidade desses profissionais estarem preparados para a extensão de seu trabalho a áreas que estão fora de sua zona de conforto. Compreendendo que a tecnologia amplia os limites e os negócios garantem a continuidade do setor, chegamos à conclusão final: UX/UI Designers não podem se ater apenas a design.

Para que você seja tido como um profissional de alta performance e empregabilidade, combinar bem os três pilares é simplesmente necessário.

Mas calma, você não precisa se tornar um mago em tecnologia ou um grande gestor de negócios a ponto de igualar esses conhecimentos ao que sabe sobre Design. O ponto a se considerar é que você trate esses outros pilares como também importantes para o desenvolvimento de sua carreira, melhorando significativamente seus entregáveis. Estar alheio a eles é extremamente prejudicial.

Mergulhe fundo

Se você está hoje nesse gap (seguro de seus conhecimentos e experiência em design mas ainda raso em tecnologia e negócios), há algumas formas simples de adentrar a esses novos universos, para que você passe a interagir em conversas sobre eles em vez de cochilar. Vamos a eles:

1. Informe-se como nunca antes

Para nós que lidamos com UX/UI Designers todo dia o dia todo, é sabido que estamos falando de pessoas curiosas que gostam de estudar, descobrir, entender, testar e aprender. Então para você, não há dificuldade em ler. Leia muito. Muito. Livros, artigos, depoimentos, notícias, curiosidades. Seja grato pelo privilégio de viver em um tempo onde a informação chega até você, mais do que você vai a ela. Você tem, ao alcance de um click, centenas de lugares diferentes para buscar informação relevante sobre esses temas. Não recomendamos que você vá diretamente estudar nanotecnologia — comece com conteúdos que já ouviu falar e que considerou interessantes, e agarre-se a eles até que comecem a fazer diferença em seu trabalho.

2. Conheça novas tribos

Você conhece a frase “Diga-me com quem andas, e te direi quem és”… Se você está cercado de pessoas que pouco agregam a seu crescimento profissional, está na hora de repensar seus grupos. Busque círculos de relacionamento onde você é o que sabe menos, para que essas pessoas te forcem a crescer. Não estou dizendo para você abandonar seus melhores amigos, apenas que invista mais tempo conhecendo novos grupos de pessoas que não tenham os mesmos assuntos que você. O conhecimento que você já tem pode ser útil a essas pessoas, sempre é uma relação de troca pois você também tem conhecimento a agregar.

3. Invista em seu próprio aprendizado

Em tempos de Udemy e Domestika, você tem cursos para praticamente tudo, a preços extremamente acessíveis. Chegou a hora de você parar de buscar apenas informação sem custo e começar a investir em você mesmo, porque aquilo que não investimos, não damos real valor. Com a pandemia, milhares de cursos foram disponibilizados a preços ainda mais acessíveis para incentivar as pessoas a se desenvolverem, em vez de ficarem penduradas no Netflix. Aproveite esse momento e faça o que for necessário para exercitar seu cérebro e expandir seus conhecimentos a áreas além do design. Bill Gates tem o hábito de isolar-se para ler durante dias seguidos. Você acha que ele só lê sobre tecnologia? Há depoimentos reais de pessoas que dizem que se você sentar com ele para conversar sobre qualquer assunto (incluindo sua especialidade), é provável que ele saiba mais do que você.

Conclusão

Para que você se torne um UX/UI Designer mais completo (e automaticamente mais interessante a empresas), aprofunde-se também em tecnologia e negócios. Tais conhecimentos farão com que a visão sobre seu próprio trabalho seja expandida, a ponto de melhorar sua performance e a qualidade final dos produtos em que atua.

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  3. Equilibre sua visão de UX/UI Designer

Equilibre sua visão de UX/UI Designer

Além de Usuários, Tecnologia e Negócios também são relevantes em sua carreira

A ordem “padrão” dos pilares

Naturalmente, designers de outras vertentes que tornaram-se UX/UI Designers ou pessoas que migraram de outras áreas foram atraídos primeiramente por desenvolverem uma empatia a resolver os problemas das pessoas, no processo de criação de um produto digital. Esse é o elemento que mais atrai (e retém) pessoas a UX/UI Design. Seguido a ele, vemos a tecnologia, e por fim, os objetivos de negócio.

Detalhando cada um desses pilares, veja como é importante que sejam levados em consideração:

Necessidades de usuários

O que usuários querem? Como interagem? A quê engajam? A sensação gerada por essa premissa é o que, na maior parte dos casos, dirige profissionais a se aprofundarem cada vez mais no estudo do conjunto de práticas para essa descoberta sobre as reais necessidades dos usuários, a fim de criar soluções com uma experiência marcante. Produtos centrados no usuário são a maior tendência do mercado atual, fazendo empresas de diferentes tamanhos aderirem à transformação digital originada nessa mentalidade. Mas você já sabe disso tudo.

Tecnologia

Ah, é ela que nos dá asas. Conforme a tecnologia avança, nossas possibilidades aumentam violentamente, abrindo horizontes antes impensáveis de como pessoas interagiriam com produtos. Em temos de realidade aumentada, criação de mundos totalmente virtuais e automação de objetos, só podemos vislumbrar onde podemos chegar: e mesmo que sejamos surpreendidos quase que diariamente com novas tecnologias, no fundo sabemos que estamos apenas começando. Com isso, estude as reais possibilidades tecnológicas antes, para então começar o processo criativo.

Objetivos de negócios

Conforme falamos em no artigo O impacto da mentalidade de um UX/UI Designer, UX/UI Design faz parte da estratégia de uma empresa, estando diretamente ligado aos seus resultados como um todo. Já que o Design Team irá afetar o negócio em si, a expectativa das empresas é construída sobre tal impacto que pode ser gerado no desempenho de seus produtos. Logo, conclui-se que não se trata de telas bonitas ou mesmo estratégias de marketing, mas de uma constante melhoria na concepção dos produtos e no relacionamento com clientes. Sabe-se então que cada decisão tomada reflete em valor. Abra os olhos para o outro lado da mesa, entendendo como empresas se organizam e constróem seus planos de negócios — e de onde vem o dinheiro que paga o seu salário.

Os porquês

Esse fato se deve a entendermos que, estatisticamente, poucas pessoas que já eram da área de tecnologia ou de negócios tornam-se UX/UI Designers. Por isso, na grande maioria, essas competências têm sido adquiridas no processo, devido à necessidade desses profissionais estarem preparados para a extensão de seu trabalho a áreas que estão fora de sua zona de conforto. Compreendendo que a tecnologia amplia os limites e os negócios garantem a continuidade do setor, chegamos à conclusão final: UX/UI Designers não podem se ater apenas a design.

Para que você seja tido como um profissional de alta performance e empregabilidade, combinar bem os três pilares é simplesmente necessário.

Mas calma, você não precisa se tornar um mago em tecnologia ou um grande gestor de negócios a ponto de igualar esses conhecimentos ao que sabe sobre Design. O ponto a se considerar é que você trate esses outros pilares como também importantes para o desenvolvimento de sua carreira, melhorando significativamente seus entregáveis. Estar alheio a eles é extremamente prejudicial.

Mergulhe fundo

Se você está hoje nesse gap (seguro de seus conhecimentos e experiência em design mas ainda raso em tecnologia e negócios), há algumas formas simples de adentrar a esses novos universos, para que você passe a interagir em conversas sobre eles em vez de cochilar. Vamos a eles:

1. Informe-se como nunca antes

Para nós que lidamos com UX/UI Designers todo dia o dia todo, é sabido que estamos falando de pessoas curiosas que gostam de estudar, descobrir, entender, testar e aprender. Então para você, não há dificuldade em ler. Leia muito. Muito. Livros, artigos, depoimentos, notícias, curiosidades. Seja grato pelo privilégio de viver em um tempo onde a informação chega até você, mais do que você vai a ela. Você tem, ao alcance de um click, centenas de lugares diferentes para buscar informação relevante sobre esses temas. Não recomendamos que você vá diretamente estudar nanotecnologia — comece com conteúdos que já ouviu falar e que considerou interessantes, e agarre-se a eles até que comecem a fazer diferença em seu trabalho.

2. Conheça novas tribos

Você conhece a frase “Diga-me com quem andas, e te direi quem és”… Se você está cercado de pessoas que pouco agregam a seu crescimento profissional, está na hora de repensar seus grupos. Busque círculos de relacionamento onde você é o que sabe menos, para que essas pessoas te forcem a crescer. Não estou dizendo para você abandonar seus melhores amigos, apenas que invista mais tempo conhecendo novos grupos de pessoas que não tenham os mesmos assuntos que você. O conhecimento que você já tem pode ser útil a essas pessoas, sempre é uma relação de troca pois você também tem conhecimento a agregar.

3. Invista em seu próprio aprendizado

Em tempos de Udemy e Domestika, você tem cursos para praticamente tudo, a preços extremamente acessíveis. Chegou a hora de você parar de buscar apenas informação sem custo e começar a investir em você mesmo, porque aquilo que não investimos, não damos real valor. Com a pandemia, milhares de cursos foram disponibilizados a preços ainda mais acessíveis para incentivar as pessoas a se desenvolverem, em vez de ficarem penduradas no Netflix. Aproveite esse momento e faça o que for necessário para exercitar seu cérebro e expandir seus conhecimentos a áreas além do design. Bill Gates tem o hábito de isolar-se para ler durante dias seguidos. Você acha que ele só lê sobre tecnologia? Há depoimentos reais de pessoas que dizem que se você sentar com ele para conversar sobre qualquer assunto (incluindo sua especialidade), é provável que ele saiba mais do que você.

Conclusão

Para que você se torne um UX/UI Designer mais completo (e automaticamente mais interessante a empresas), aprofunde-se também em tecnologia e negócios. Tais conhecimentos farão com que a visão sobre seu próprio trabalho seja expandida, a ponto de melhorar sua performance e a qualidade final dos produtos em que atua.

Mao Barros

Mao Barros

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