Erros mais subestimados por UX/UI Designers ao aplicarem a novas oportunidades

A colisão de um mau comportamento

Há uma teoria muito utilizada no setor de vendas, cuja ilustração faz todo o sentido para as mais diversas aplicações de comportamento. Trata-se da teoria do iceberg: O básico dessa questão é que se vê apenas a ponta, enquanto a maior parte do iceberg está debaixo d’água; mas mais importante que isso, é que a parte submersa colide com algo muito antes da parte visível. Para quem assistiu Titanic, o marujo que viu a ponta do iceberg pode até ter achado que ainda daria tempo de desviar, mas a colisão já começaria segundos depois. Na prática, isso significa que seu comportamento chega muito antes de você, e já está colidindo com o recrutador sem que você tenha tido a chance de dizer quem é e do que é capaz de fazer na íntegra.

Quando a avaliação começa?

Ao contrário do que muitos pensam, a avaliação não é feita somente na entrevista. É, na verdade, a última fase do processo. A avaliação realmente começa antes mesmo de você contactar uma empresa ou recrutador, manifestando seu interesse na vaga. Como dissemos no artigo Como aplicar a uma vaga de UX/UI Designer, o avaliador tem o direito de questionar tudo o que você diz (benefício da dúvida) e vai formar uma conclusão sobre você com base nos sinais que você envia. Tais sinais podem ter muitas origens diferentes, e gerar impactos diversos nas suas chances pela vaga. Veja abaixo as fases de avaliação, para que atente aos erros básicos e evite a eliminação antes mesmo de concorrer:

1. Esteja pronto para se candidatar

O primeira fase de avaliação é entender se você está pronto para aplicar à vaga. Conforme citamos no artigo Porque você precisa fazer a lição de casa, seu portfolio precisa realmente estar atualizado. Mas vamos a uma definição simples: O que é um portfolio atualizado? Não se trata de uma página repleta de diversos trabalhos de toda a sua carreira, nem de uma página que prove sua versatilidade como designer, menos ainda uma página que mostre experiências extra-curriculares desassociadas ao Design. Seu portfolio nada mais é do que uma seleção simples de seus melhores trabalhos, que representem fielmente o momento atual da sua carreira e o seu perfil profissional dentro do UX/UI Design. Não é para ser complexo, é para ser objetivo. Além disso, desculpas como “não tenho tempo para montar o portfolio”, ou “sou sênior e não preciso de portfolio” não são aceitáveis: O fato de se ter ou não um portfólio já é parte de sua avaliação, e diz muito sobre você. Se está em busca de uma vaga de UX/UI Designer, apresente projetos que provem seu conhecimento e experiência específicos nessa disciplina, eliminando (ou reduzindo drasticamente) os demais projetos.

2. Analise a vaga e veja seu real fit a ela

O segunda fase é sua análise sobre a vaga, e a leitura de que seu perfil está alinhado a ela. Mas ler e compreender o descritivo de uma vaga parece ser um desafio maior do que parece. Ao criar um descritivo, empresas tentam ser o mais específicas possível, esclarecendo os principais pontos de atenção e requisitos para evitar enxurradas de e-mails de profissionais desqualificados para sua vaga. Mesmo assim, as enxurradas permanecem. Por nossa experiência, vemos que há um problema de entendimento dos candidatos, pois estranhamente muitos usam a famosa técnica do “vai que cola” — mesmo sabendo que a vaga em questão não tem a ver com seu perfil profissional, aplicam mesmo assim. Entendemos que para tais pessoas, esse fator não é um impeditivo para aplicarem à vaga. Pois estamos aqui para dizer que essa técnica não só é totalmente ineficaz e equivocada, como também agride sua imagem profissional: Conclui-se que se você não acha importante seguir um descritivo, certamente não achará importante seguir o processo de um projeto. Portanto, seja muito sincero com você mesmo antes de avançar na aplicação de uma vaga. Somente o faça se estiver seguro de que seu perfil se encaixa exatamente ao requerido.

3. Faça o contato e apresente-se

A terceira fase é a sua manifestação formal de interesse na vaga: A forma como você faz isso é crucial para os olhos de um recrutador. Seja por e-mail, WhatsApp ou outras mídias, você precisa se apresentar, e não apenas anexar currículo e links — Tenha o mínimo trabalho de dizer quem você é. Infelizmente é muito comum recebermos e-mail sem nome, de destinatários fantasmas como designagent247@mail.com… Você não pode nos dar o trabalho de ter que procurar seu nome. Diga-o inicialmente, seguido da vaga em que deseja aplicar; Explique brevemente o motivo de seu interesse na vaga, e então é hora de anexar arquivos ou enviar seus links. Dessa forma, cria-se um processo de informação consistente que resulta no interesse em saber mais sobre você. Apresentar-se mal pode resultar em não ter sequer a chance de avaliação de seu material.

4. Seja presente e disponível

A quarta fase é mostrar-se presente e interessado durante o processo de seleção. À partir do momento que você fez o primeiro contato, tenha a certeza de que alguém irá receber seu material, avaliá-lo e formar uma conclusão sobre o fit de seu perfil profissional com a vaga. Para tanto, esteja atento e não demore para responder o recrutador. Em tempos de múltiplas formas de comunicação, deixar de comunicar-se só é possível se for por opção própria. Quando chegamos ao ponto de tentar contato por diversas formas diferentes e não obtermos nenhuma resposta, entendemos que não se trata de disponibilidade, mas sim do desinteresse do profissional em responder. Para sua reputação profissional, teria sido muito melhor a franqueza de dizer que não havia interesse real na vaga — Se a oportunidade não tem prioridade para você, não se candidate.

Caso seja orientado a melhorar algum ponto específico de seu material, faça-o, sem promessas vazias como “vou ver se nos próximos dias eu faço”… Se está envolvido em outros processos seletivos (o que é perfeitamente comum), seja sincero pois isso não o descartará — Ao contrário, ao avisar o recrutador ficará claro que você é responsável e profissional, sendo sempre transparente.

5. Seja responsável à agenda

A quinta e última fase é honrar seus compromissos, estando presente mediante o agendamento de uma entrevista. Simplesmente compareça: Sua ausência nessa hora é um erro grosseiro. Deve-se pensar em todas as possibilidades que podem comprometer esse esperado momento, e administrá-las com sabedoria. Se uma entrevista física foi agendada, considere fatores como tempo de viagem, meio de transporte, local para estacionar. Chegar atrasado devido a fatores externos, mesmo que não seja culpa sua, vai desqualificá-lo igualmente. Para o entrevistador, a culpa está em você não ter antecipado tais problemas. Se foi agendada uma vídeo-conferência, antecipe problemas como má conexão, riscos de interrupção por outras pessoas em sua casa e bateria do laptop ou celular. Esteja disponível no horário marcado e garanta que, por sua parte, não haverão dificuldades para que a entrevista flua bem. Infelizmente vemos muitos profissionais promissores chegarem até aqui e “morrerem na praia” por terem uma postura inadequada quando finalmente têm a oportunidade de falar diretamente com a empresa interessada.

Conclusão

Não deixe que essas barreiras impeçam você de ir adiante em sua carreira. Remova-as uma a uma, com ações simples e práticas, agora que você já sabe o impacto negativo que elas podem causar na impressão gerada aos avaliadores sobre você. Alinhe seu comportamento ao profissional que você é e desenvolva sua carreira, uma oportunidade de cada vez.

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Elimine “detalhes” que desqualificam seu perfil profissional

Erros mais subestimados por UX/UI Designers ao aplicarem a novas oportunidades

A colisão de um mau comportamento

Há uma teoria muito utilizada no setor de vendas, cuja ilustração faz todo o sentido para as mais diversas aplicações de comportamento. Trata-se da teoria do iceberg: O básico dessa questão é que se vê apenas a ponta, enquanto a maior parte do iceberg está debaixo d’água; mas mais importante que isso, é que a parte submersa colide com algo muito antes da parte visível. Para quem assistiu Titanic, o marujo que viu a ponta do iceberg pode até ter achado que ainda daria tempo de desviar, mas a colisão já começaria segundos depois. Na prática, isso significa que seu comportamento chega muito antes de você, e já está colidindo com o recrutador sem que você tenha tido a chance de dizer quem é e do que é capaz de fazer na íntegra.

Quando a avaliação começa?

Ao contrário do que muitos pensam, a avaliação não é feita somente na entrevista. É, na verdade, a última fase do processo. A avaliação realmente começa antes mesmo de você contactar uma empresa ou recrutador, manifestando seu interesse na vaga. Como dissemos no artigo Como aplicar a uma vaga de UX/UI Designer, o avaliador tem o direito de questionar tudo o que você diz (benefício da dúvida) e vai formar uma conclusão sobre você com base nos sinais que você envia. Tais sinais podem ter muitas origens diferentes, e gerar impactos diversos nas suas chances pela vaga. Veja abaixo as fases de avaliação, para que atente aos erros básicos e evite a eliminação antes mesmo de concorrer:

1. Esteja pronto para se candidatar

O primeira fase de avaliação é entender se você está pronto para aplicar à vaga. Conforme citamos no artigo Porque você precisa fazer a lição de casa, seu portfolio precisa realmente estar atualizado. Mas vamos a uma definição simples: O que é um portfolio atualizado? Não se trata de uma página repleta de diversos trabalhos de toda a sua carreira, nem de uma página que prove sua versatilidade como designer, menos ainda uma página que mostre experiências extra-curriculares desassociadas ao Design. Seu portfolio nada mais é do que uma seleção simples de seus melhores trabalhos, que representem fielmente o momento atual da sua carreira e o seu perfil profissional dentro do UX/UI Design. Não é para ser complexo, é para ser objetivo. Além disso, desculpas como “não tenho tempo para montar o portfolio”, ou “sou sênior e não preciso de portfolio” não são aceitáveis: O fato de se ter ou não um portfólio já é parte de sua avaliação, e diz muito sobre você. Se está em busca de uma vaga de UX/UI Designer, apresente projetos que provem seu conhecimento e experiência específicos nessa disciplina, eliminando (ou reduzindo drasticamente) os demais projetos.

2. Analise a vaga e veja seu real fit a ela

O segunda fase é sua análise sobre a vaga, e a leitura de que seu perfil está alinhado a ela. Mas ler e compreender o descritivo de uma vaga parece ser um desafio maior do que parece. Ao criar um descritivo, empresas tentam ser o mais específicas possível, esclarecendo os principais pontos de atenção e requisitos para evitar enxurradas de e-mails de profissionais desqualificados para sua vaga. Mesmo assim, as enxurradas permanecem. Por nossa experiência, vemos que há um problema de entendimento dos candidatos, pois estranhamente muitos usam a famosa técnica do “vai que cola” — mesmo sabendo que a vaga em questão não tem a ver com seu perfil profissional, aplicam mesmo assim. Entendemos que para tais pessoas, esse fator não é um impeditivo para aplicarem à vaga. Pois estamos aqui para dizer que essa técnica não só é totalmente ineficaz e equivocada, como também agride sua imagem profissional: Conclui-se que se você não acha importante seguir um descritivo, certamente não achará importante seguir o processo de um projeto. Portanto, seja muito sincero com você mesmo antes de avançar na aplicação de uma vaga. Somente o faça se estiver seguro de que seu perfil se encaixa exatamente ao requerido.

3. Faça o contato e apresente-se

A terceira fase é a sua manifestação formal de interesse na vaga: A forma como você faz isso é crucial para os olhos de um recrutador. Seja por e-mail, WhatsApp ou outras mídias, você precisa se apresentar, e não apenas anexar currículo e links — Tenha o mínimo trabalho de dizer quem você é. Infelizmente é muito comum recebermos e-mail sem nome, de destinatários fantasmas como designagent247@mail.com… Você não pode nos dar o trabalho de ter que procurar seu nome. Diga-o inicialmente, seguido da vaga em que deseja aplicar; Explique brevemente o motivo de seu interesse na vaga, e então é hora de anexar arquivos ou enviar seus links. Dessa forma, cria-se um processo de informação consistente que resulta no interesse em saber mais sobre você. Apresentar-se mal pode resultar em não ter sequer a chance de avaliação de seu material.

4. Seja presente e disponível

A quarta fase é mostrar-se presente e interessado durante o processo de seleção. À partir do momento que você fez o primeiro contato, tenha a certeza de que alguém irá receber seu material, avaliá-lo e formar uma conclusão sobre o fit de seu perfil profissional com a vaga. Para tanto, esteja atento e não demore para responder o recrutador. Em tempos de múltiplas formas de comunicação, deixar de comunicar-se só é possível se for por opção própria. Quando chegamos ao ponto de tentar contato por diversas formas diferentes e não obtermos nenhuma resposta, entendemos que não se trata de disponibilidade, mas sim do desinteresse do profissional em responder. Para sua reputação profissional, teria sido muito melhor a franqueza de dizer que não havia interesse real na vaga — Se a oportunidade não tem prioridade para você, não se candidate.

Caso seja orientado a melhorar algum ponto específico de seu material, faça-o, sem promessas vazias como “vou ver se nos próximos dias eu faço”… Se está envolvido em outros processos seletivos (o que é perfeitamente comum), seja sincero pois isso não o descartará — Ao contrário, ao avisar o recrutador ficará claro que você é responsável e profissional, sendo sempre transparente.

5. Seja responsável à agenda

A quinta e última fase é honrar seus compromissos, estando presente mediante o agendamento de uma entrevista. Simplesmente compareça: Sua ausência nessa hora é um erro grosseiro. Deve-se pensar em todas as possibilidades que podem comprometer esse esperado momento, e administrá-las com sabedoria. Se uma entrevista física foi agendada, considere fatores como tempo de viagem, meio de transporte, local para estacionar. Chegar atrasado devido a fatores externos, mesmo que não seja culpa sua, vai desqualificá-lo igualmente. Para o entrevistador, a culpa está em você não ter antecipado tais problemas. Se foi agendada uma vídeo-conferência, antecipe problemas como má conexão, riscos de interrupção por outras pessoas em sua casa e bateria do laptop ou celular. Esteja disponível no horário marcado e garanta que, por sua parte, não haverão dificuldades para que a entrevista flua bem. Infelizmente vemos muitos profissionais promissores chegarem até aqui e “morrerem na praia” por terem uma postura inadequada quando finalmente têm a oportunidade de falar diretamente com a empresa interessada.

Conclusão

Não deixe que essas barreiras impeçam você de ir adiante em sua carreira. Remova-as uma a uma, com ações simples e práticas, agora que você já sabe o impacto negativo que elas podem causar na impressão gerada aos avaliadores sobre você. Alinhe seu comportamento ao profissional que você é e desenvolva sua carreira, uma oportunidade de cada vez.

Mao Barros

Mao Barros

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