Fatores imperceptíveis que desqualificam UX/UI Designers em processos seletivos

Cause uma boa impressão

Quando o assunto é trabalho, deve-se pensar muito além da superfície. “Sou a pessoa certa ou não pra essa oportunidade?” Essa é uma pergunta extremamente vaga. Existem barreiras invisíveis que foram criadas e estão instaladas em seus hábitos, que já afetam automaticamente sua avaliação profissional sem que você perceba. É importante reforçar nesse momento que estamos falando de comportamento — Por mais que as empresas estejam interessadas em suas habilidades técnicas, elas também querem saber se você irá se adaptar a seu ambiente, em diversos aspectos: Se vai submeter-se à liderança, integrar-se bem ao grupo, controlar seus vícios, respeitar as demais pessoas, cumprir agendas, entregar além do esperado, ser pontual. Repare que nenhum desses pontos tem a ver com Design, e exigem zero talento ou conhecimento técnico. Todos eles estão baseados em seu comportamento, ou seja, vão ditar a impressão gerada sobre você: Quando a avaliação começar, sem que perceba, você já dará sinais sobre esses pontos, podendo ser positivos ou negativos.

As barreiras invisíveis

Em processos seletivos, existem diversas camadas de análise. E é logo na primeira camada que as barreiras invisíveis se instalam. Não vamos nesse momento detalhar o óbvio, que é ter um portfolio e estar preparado para uma entrevista — essas são parte da superfície que falamos, ou seja, já são de seu conhecimento sobre sua avaliação.

Vamos tratar apenas os erros que te fazem perder pontos imediatamente, antes mesmo de ser avaliado. O ponto principal a ser levantado é:

“Os erros cometidos na avaliação geram diretamente uma preocupação sobre como será seu comportamento depois da contratação.”

Vamos a elas:

1. A dificuldade em falar com você

Em nossas buscas pelo perfil ideal, recebemos e encontramos dezenas de links de portfolio sem dados de contato. Nesse caso, a barreira invisível é termos que encontrar, por nossas próprias forças, alguma forma de falar com você. Esse processo é extremamente desgastante e frustrante, uma vez que você é o maior interessado em ser contactado. Se esse fator fosse uma eventualidade, trataríamos como um erro pontual. Mas a frequência em que nos deparamos com esse problema é bem mais alta do que você imagina. Há casos que precisamos mandar mensagens pelo LinkedIn, já na expectativa de que essa mensagem será lida em alguns dias, talvez semanas depois — até lá, a vaga já terá sido preenchida por alguém mais presente. Se você está disponível para novas oportunidades mas realmente não deseja ser contactado por telefone ou WhatsApp (meios mais práticos), ao menos seu e-mail precisa constar, e de preferência, um que você leia diariamente.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, as pessoas terão acesso fácil a você?

2. A forma como envia seu portfolio

Por muitas vezes, recebemos e-mails apenas com o link do portfolio ou um arquivo anexo, sem nenhuma introdução, nem sequer uma saudação. Em casos extremos, não conseguimos deduzir quem é a pessoa ao lermos o endereço de e-mail, como por exemplo designeruxbr@mail.com. Aqui está a barreira invisível: Ao nos depararmos com esses casos, entendemos que o candidato não quis ter o trabalho de se apresentar, ou enviou esse mesmo e-mail para diversas outras vagas, com a função copy/paste “ligada no turbo”, com extremo descaso. Ao enviar um contato, seja por e-mail ou mensagem direta, é recomendado que você diga quem você é e como ficou sabendo da vaga em questão, fazendo uma breve introdução sobre seu perfil de forma a alinhá-lo à oportunidade. Por fim, como se trata de uma mensagem/e-mail e não de uma página pública, deixe outras opções de contato.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você quer dar a impressão de que leva o trabalho com descaso?

3. O tipo de portfolio

Como falamos, ter um portfolio é o básico. Sem ele, fica impossível avaliar suas qualificações técnicas e experiência. Uma vez que tomamos conhecimento que você tem um portfolio, a barreira invisível é o tipo de portfolio. Vamos a uma questão muito importante: Se você é um Designer que está se propondo a atuar em produtos digitais, faz sentido que seu portfolio não seja digital? Logo, considere que ter um portfolio offline é o avesso da natureza da sua atividade. Salvo casos em que seus projetos estejam protegidos por NDA (ou seja, impossibilitados de ser publicados online), evite esse formato. Não se trata de certo ou errado, mas sim que esse é um fator que acende uma luz vermelha em seu perfil.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você vai preferir dificultar o trabalho do time com arquivos offline enquanto todos usam arquivos online colaborativos?

4. Como se apresenta profissionalmente

É esperado que UX/UI Designers sejam pessoas que se comunicam bem e que gostam de gente. Não necessariamente precisam ser extrovertidas, entertainers e com presença de palco, mas capazes de se fazerem entendidos em questões e decisões com propriedade. Por isso, ao redigir um texto que te apresenta, você precisa ser o mais claro possível, fazendo uma ponte entre o que você oferece como profissional e o benefício que empresas ou times ganhariam ao te contratarem. Esse texto precisa cativar o avaliador, fazendo-o querer ver mais sobre você. Para isso, cuidado com esses pontos:

Falta de clareza em sua expertise principal — ex. “UX/UI, Graphic e Motion Designer que entende de código”;

Usar jargões — ex. “resolvo problemas”;

Não manter o foco no profissional — ex. “sou apaixonado por filmes e rock’n’roll”;

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você vai conseguir se comunicar bem e será focado no trabalho?

Conclusão

Valorize os pontos citados acima, colocando-os em prática imediatamente. Todos esses pontos são de muito fácil resolução. Você já deve ter visto essa frase em alguns filmes: “I’m a fast learner”. Não se trata simplesmente de uma pessoa que aprende rápido, como uma espécie de gênio; mas de uma pessoa que erra rápido, retém o aprendizado e não erra mais nesse ponto. Agora que você já sabe da existência de barreiras que potencialmente te desclassificam antes mesmo de ser avaliado, não as ignore mais. Preste muita atenção na forma como você se comporta, para que avaliadores tenham a impressão certa sobre o seu perfil e fiquem interessados em saber mais sobre você.

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As barreiras invisíveis para se candidatar a uma vaga

Fatores imperceptíveis que desqualificam UX/UI Designers em processos seletivos

Cause uma boa impressão

Quando o assunto é trabalho, deve-se pensar muito além da superfície. “Sou a pessoa certa ou não pra essa oportunidade?” Essa é uma pergunta extremamente vaga. Existem barreiras invisíveis que foram criadas e estão instaladas em seus hábitos, que já afetam automaticamente sua avaliação profissional sem que você perceba. É importante reforçar nesse momento que estamos falando de comportamento — Por mais que as empresas estejam interessadas em suas habilidades técnicas, elas também querem saber se você irá se adaptar a seu ambiente, em diversos aspectos: Se vai submeter-se à liderança, integrar-se bem ao grupo, controlar seus vícios, respeitar as demais pessoas, cumprir agendas, entregar além do esperado, ser pontual. Repare que nenhum desses pontos tem a ver com Design, e exigem zero talento ou conhecimento técnico. Todos eles estão baseados em seu comportamento, ou seja, vão ditar a impressão gerada sobre você: Quando a avaliação começar, sem que perceba, você já dará sinais sobre esses pontos, podendo ser positivos ou negativos.

As barreiras invisíveis

Em processos seletivos, existem diversas camadas de análise. E é logo na primeira camada que as barreiras invisíveis se instalam. Não vamos nesse momento detalhar o óbvio, que é ter um portfolio e estar preparado para uma entrevista — essas são parte da superfície que falamos, ou seja, já são de seu conhecimento sobre sua avaliação.

Vamos tratar apenas os erros que te fazem perder pontos imediatamente, antes mesmo de ser avaliado. O ponto principal a ser levantado é:

“Os erros cometidos na avaliação geram diretamente uma preocupação sobre como será seu comportamento depois da contratação.”

Vamos a elas:

1. A dificuldade em falar com você

Em nossas buscas pelo perfil ideal, recebemos e encontramos dezenas de links de portfolio sem dados de contato. Nesse caso, a barreira invisível é termos que encontrar, por nossas próprias forças, alguma forma de falar com você. Esse processo é extremamente desgastante e frustrante, uma vez que você é o maior interessado em ser contactado. Se esse fator fosse uma eventualidade, trataríamos como um erro pontual. Mas a frequência em que nos deparamos com esse problema é bem mais alta do que você imagina. Há casos que precisamos mandar mensagens pelo LinkedIn, já na expectativa de que essa mensagem será lida em alguns dias, talvez semanas depois — até lá, a vaga já terá sido preenchida por alguém mais presente. Se você está disponível para novas oportunidades mas realmente não deseja ser contactado por telefone ou WhatsApp (meios mais práticos), ao menos seu e-mail precisa constar, e de preferência, um que você leia diariamente.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, as pessoas terão acesso fácil a você?

2. A forma como envia seu portfolio

Por muitas vezes, recebemos e-mails apenas com o link do portfolio ou um arquivo anexo, sem nenhuma introdução, nem sequer uma saudação. Em casos extremos, não conseguimos deduzir quem é a pessoa ao lermos o endereço de e-mail, como por exemplo designeruxbr@mail.com. Aqui está a barreira invisível: Ao nos depararmos com esses casos, entendemos que o candidato não quis ter o trabalho de se apresentar, ou enviou esse mesmo e-mail para diversas outras vagas, com a função copy/paste “ligada no turbo”, com extremo descaso. Ao enviar um contato, seja por e-mail ou mensagem direta, é recomendado que você diga quem você é e como ficou sabendo da vaga em questão, fazendo uma breve introdução sobre seu perfil de forma a alinhá-lo à oportunidade. Por fim, como se trata de uma mensagem/e-mail e não de uma página pública, deixe outras opções de contato.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você quer dar a impressão de que leva o trabalho com descaso?

3. O tipo de portfolio

Como falamos, ter um portfolio é o básico. Sem ele, fica impossível avaliar suas qualificações técnicas e experiência. Uma vez que tomamos conhecimento que você tem um portfolio, a barreira invisível é o tipo de portfolio. Vamos a uma questão muito importante: Se você é um Designer que está se propondo a atuar em produtos digitais, faz sentido que seu portfolio não seja digital? Logo, considere que ter um portfolio offline é o avesso da natureza da sua atividade. Salvo casos em que seus projetos estejam protegidos por NDA (ou seja, impossibilitados de ser publicados online), evite esse formato. Não se trata de certo ou errado, mas sim que esse é um fator que acende uma luz vermelha em seu perfil.

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você vai preferir dificultar o trabalho do time com arquivos offline enquanto todos usam arquivos online colaborativos?

4. Como se apresenta profissionalmente

É esperado que UX/UI Designers sejam pessoas que se comunicam bem e que gostam de gente. Não necessariamente precisam ser extrovertidas, entertainers e com presença de palco, mas capazes de se fazerem entendidos em questões e decisões com propriedade. Por isso, ao redigir um texto que te apresenta, você precisa ser o mais claro possível, fazendo uma ponte entre o que você oferece como profissional e o benefício que empresas ou times ganhariam ao te contratarem. Esse texto precisa cativar o avaliador, fazendo-o querer ver mais sobre você. Para isso, cuidado com esses pontos:

Falta de clareza em sua expertise principal — ex. “UX/UI, Graphic e Motion Designer que entende de código”;

Usar jargões — ex. “resolvo problemas”;

Não manter o foco no profissional — ex. “sou apaixonado por filmes e rock’n’roll”;

Ponto de preocupação: Uma vez contratado, você vai conseguir se comunicar bem e será focado no trabalho?

Conclusão

Valorize os pontos citados acima, colocando-os em prática imediatamente. Todos esses pontos são de muito fácil resolução. Você já deve ter visto essa frase em alguns filmes: “I’m a fast learner”. Não se trata simplesmente de uma pessoa que aprende rápido, como uma espécie de gênio; mas de uma pessoa que erra rápido, retém o aprendizado e não erra mais nesse ponto. Agora que você já sabe da existência de barreiras que potencialmente te desclassificam antes mesmo de ser avaliado, não as ignore mais. Preste muita atenção na forma como você se comporta, para que avaliadores tenham a impressão certa sobre o seu perfil e fiquem interessados em saber mais sobre você.

Mao Barros

Mao Barros

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