Fatores que mais reprovam em entrevistas de trabalho

Posicionamento inadequado

Em anos de experiência no mercado, percebemos que de grandes empresas estabelecidas a StartUps, quando um candidato é selecionado à entrevista, a sua linguagem verbal e não-verbal são determinantes em sua contratação em 90% dos casos. A impressão transmitida ao recrutador responsável pela vaga faz simplesmente toda a diferença. Para isso, considere 2 indicadores principais:

O que fala — As palavras escolhidas, o sentido das frases, uso de gírias, e principalmente, se a pergunta feita está sendo diretamente respondida. Sabemos por elas se há propriedade no assunto, experiência, conhecimento de ferramentas e habilidade de explicar. Só jogar com as palavras não convence.

Como fala — O tom de voz, o jeito como se porta e suas expressões faciais nos dizem muito sobre você. Identificamos rapidamente aspectos como orgulho, desrespeito, desmotivação e desinteresse, que são fatores altamente desclassificatórios em todo processo seletivo.

Passar a ideia errada sobre você mesmo

À partir do momento que você foi selecionado para uma entrevista, não é mais o portfólio ou falta de experiência que contam — tudo isso já foi visto e analisado pelos recrutadores envolvidos — mas sim o que transparece ser na entrevista. Recrutadores buscam perfis com potenciais a serem desenvolvidos, alguma humildade para aprender, comprometimento, profissionalismo, inteligência interpessoal, senso de equipe, capacidade de auto-gestão, adaptabilidade, interesse pelo trabalho, proatividade e, sim, o candidato tem que ser “gente boa”. Minimamente, deve ser agradável estar ao seu lado.

Uma tecla que sempre batemos: Um UX/UI Designer precisa gostar de gente. É um erro grosseiro achar que esse tipo de profissional deve ficar enfurnado numa sala sozinho, em produção absoluta por todas as suas horas de trabalho. Se você não tem essa habilidade, desenvolva-a urgentemente — e se perceber que não é possível mesmo, está na hora de repensar sua carreira.

Nem todo mundo precisa ter um perfil de liderança, ser a pessoa que coloca o time pra cima ou que conecta. Porém, suas Soft Skills devem agregar ao time. Todos os integrantes devem ter características complementares, deve sempre haver soma.

O segredo de ingressar com sucesso a um grupo de pessoas é rapidamente identificar algo que não tenham, e trazer (ou ser) esse algo.

Sempre há espaço para algo agregador. No que você é bom de verdade? Do que o time precisa, que você pode preencher? Encontre o seu espaço e faça-se uma peça indispensável.

Isso faz todo o sentido se você pensar que o trabalho representa no mínimo 1/3 da sua vida em tempo (talvez numa ideia quase inocente) e pode representar até mais, se pensarmos em nível de satisfação de vida. Então, agora imagine com que tipo de perfil você gostaria de trabalhar? Que tipo de pessoa você gostaria de dividir essa parte tão importante? Então… você é essa pessoa? Ninguém quer o gênio intocável que não soma ao grupo. Isto é over. Trabalho é troca constante e em equipe. Já está mais que claro que 10 pessoas trabalhando em um propósito, com sinergia, são muito melhores.

Tenha maturidade para entender que haverão dores em qualquer empresa. Mas, de todas as dores, qual te dói menos? Você está alinhado com a vaga/empresa que aplicou? E acredite, o recrutador vai querer saber o nível de insatisfação que essas dores te causam e como as superaria no dia-a-dia. Ficar reclamando não é estratégia.

Não demonstrar propriedade

Durante a entrevista, obviamente o recrutador fará perguntas sobre os cases apresentados no portfolio. A expectativa é que você tenha propriedade sobre eles, mesmo que os projetos não sejam só seus. Não saber contar a história do projeto e não saber responder a questionamentos é fatal, pois ficará claro que você fez muito pouco ou sequer teve interesse no projeto. Por isso, no portfolio, é importante deixar muito claro qual foi o seu papel, por menor que seja — Dessa forma o recrutador fará perguntas com base nessa informação e você terá as respostas prontamente. Não deixar isso claro irá criar espaço para que ele entenda que o projeto é só seu, e ao questionar pontos específicos, você não terá as respostas. Confira nosso artigo Como documentar seu projeto com qualidade e para não errar nesse ponto.

Por fim, tenha maturidade também para não jogar sua frustração no recrutador. Entenda que a única pessoa responsável pelas suas expectativas é você mesmo. Entrar em um processo de seleção pode mesmo gerar ansiedade, nós somos humanos e entendemos isso. Mas ela só pertence a você, e a maneira como lida com isso também diz muito. Para nós a entrevista nunca acaba, você está constantemente sendo avaliado.

Seja avaliado justamente, enviando os sinais corretos

A barreira comportamental

Infelizmente, há uma barreira muito grande para atingir o objetivo de ser contratado. Em nossa experiência como recrutadores e avaliadores, pode ter certeza que já vimos muita coisa: profissionais bons se venderem mal, profissionais ruins se venderem bem (entre outros). Trazendo para o nosso universo de Product Design, há aspectos que não são tolerados em processos seletivos, a maioria derivado do fator comportamental. Aceite ou não, esse é o fator mais determinante. Imagine: que tipo de você pessoa gostaria de trabalhar lado a lado? Quais características comportamentais ela poderia ter? Agora, você gostaria de trabalhar com você mesmo?

Impacto direto

Estamos condicionados a encontrar discrepâncias na apresentação profissional, o que dificulta muito o processo seletivo. Fazendo uso dos dois extremos, vemos profissionais recém-formados apresentando cases maravilhosos e profissionais muito experientes apresentando cases rasos demais. Em todos os casos, o portfolio e o currículo são o ponto de partida, mas é a diferença comportamental que define quem capricha nessa apresentação e, logo, quem está realmente interessado na vaga. Lembre-se de que o recrutador tem o benefício da dúvida — ele tem o direito de questionar tudo o que você diz, e vai formar uma conclusão sobre você com base nos sinais que você envia. A verdade: a entrevista começa ao primeiro contato.

Há uma máxima para essa questão: “O trabalho do desempregado é procurar emprego.” Não fazer isso direito gerará resultados negativos. Erros como aplicar a uma vaga cujo perfil desejado não é o seu, não se mostrar disponível a algo que deveria ser de seu maior interesse, não comparecer a uma entrevista e não ter portfolio alinhado com seu nível atual são sinais de que é necessário repensar a forma de buscar uma oportunidade.

Níveis de maturidade = comportamento

Sabemos que é um desafio para todos conseguir se auto-avaliar para definir seu nível de maturidade. Em nossas validações, concluímos que a maioria dos profissionais define sua maturidade pela forma como outros profissionais o vêem. Logo, de novo, o comportamento é o principal indicador nessa definição. Estamos falando de Soft Skills: colaboratividade, empatia, inteligência emocional, habilidades de oratória, liderança, auto gestão, entre outras. Essas são as competências que determinam sua maturidade, acima das competências práticas.

Profissionais consolidados do nosso setor, como Rodrigo Lemes e Daniel Furtado, concluem que o básico é saber executar tarefas, ou seja, as Hard Skills. Logo, se você é um UX/UI Designer, a “estaca zero” é entender das ferramentas e metodologias pra conseguir ter um entregável — entende-se que um profissional júnior já deve ter esse conhecimento. Há muitas definições para os 3 níveis de maturidade, mas para sermos objetivos, veja abaixo o que cada nível representa no dia-a-dia de trabalho:

JÚNIOR: Sabe por a mão-na-massa, porém, por sua inexperiência, precisa de ajuda para completar tarefas.

PLENO: É capaz de executar eficientemente todos os papéis e tarefas, mas precisa de liderança e orientação para se manter no caminho.

SÊNIOR: Resolve problemas complexos sem ajuda e consegue guiar outras pessoas menos experientes.

Com ajuda dessas definições, conclua seu momento e direcione a proposta pessoal para esse objetivo. Errar nessa definição pode trazer consequências não apenas para você, mas também para as pessoas que trabalharão com você.

Na prática: 3 passos para aplicar a uma vaga Para aumentar suas chances de ser considerado como forte candidato a vagas, listamos esses 3 pontos primordiais:

1. Defina sua área de interesse, sendo o mais específico possível

Com base em sua experiência, resuma de forma direta no que quer atuar. Jamais use jargões como “pretendo agregar à empresa com meus conhecimentos”, ou ser raso demais dizendo “busco atuar na área de UX/UI”. Alegações como essas não dizem nada. Em troca, descreva brevemente o caminho percorrido para chegar nessa especialidade, destaque suas experiências e de que forma você pode trazer benefícios à empresa.

Se você está em transição de carreira, seja o (a) melhor no que você quer ser. Mesmo que tenha pouca experiência em design e muita experiência de vida, seja capaz de criar um vínculo sólido entre essa experiência e a necessidade da vaga, de forma a evidenciar que sua presença pode agregar significativamente ao projeto e à equipe.

2. Prepare sua apresentação pessoal e alinhe-a à vaga

Repetidas vezes recebemos currículos e portfolios que nada tem a ver com a vaga em questão. Candidatos aplicam a diversas vagas ao mesmo tempo, sem sequer ter o trabalho de ler os descritivos. Não aplique a vagas que não tenham o seu perfil, e isso inclui outras vertentes do Design como Gráfico, Motion e Direção de Arte — são bagagens, práticas, metodologias e mentalidades diferentes. Ao revisitar seu portfolio e currículo, oriente a informação e os cases para que caiam como uma luva na necessidade proposta na vaga.

3. Conheça a empresa em questão e entenda sua cultura

A maturidade em design das empresas está aumentando gradativamente, o que é um excelente indicador, mostrando a relevância do nosso setor e seu impacto nos negócios. Mesmo assim, a cultura das empresas é muito diferente, em face ao seu momento de maturidade em design. Tenha a certeza de que a empresa que busca atende suas expectativas como profissional, evitando frustrações e a perda de tempo e dinheiro de ambas as partes.

Erros a serem evitados

Para eliminar os erros desclassificatórios, considere essas 4 questões:

Ser generalista

Chris Do (TheFutur no Youtube) defende o pensamento de que apresentar-se versátil só diminui seu valor. A leitura automática do recrutador é que se você faz muitas coisas, não é excelente em nada. “Quer qualidade? Chame um especialista.” De todas as suas aptidões, escolha a que você é melhor, que tem orgulho e ama fazer. Aprofunde-se nela. Liste suas demais competências — por mais que sejam muitas — e coloque-as em segundo plano, como extras, podendo ou não ser interessantes. Elas podem agregar, mas não definir.

Pedir dinheiro demais

Informe-se sobre as faixas salariais praticadas pelo mercado, que podem ter variações muito grandes devido a indicadores como tamanho da empresa, urgência do projeto, localização física, entre outros. Dessa forma, você não só deixa de errar pra mais, como também de errar pra menos. Lembre-se dos sinais: Pedir mais dinheiro do que você vale é um erro muito grave. Isso não te valorizará.

Ser sub-qualificado no papel e super-qualificado na realidade

Se você já ocupou grandes cargos em corporações, evite a todo custo ter uma presença digital ruim ou inexistente. Rótulos de altos cargos não são motivo de não ter portfolio e de não estar presente — é exatamente o contrário. Quanto mais significativo foi seu trabalho no passado, mais você deve estar munido de recursos que comprovem essa experiência.

Ter um currículo inadequado

Nunca é demais comentar sobre os equívocos que mais enlouquecem os recrutadores. Listo:

Não revisar o conteúdo — Erros grosseiros de gramática e digitação destróem a ideia de impressionar.

Exportar do LinkedIn — Se você realmente acha pertinente fazer isso, reavalie. Um currículo deve passar a ideia de detalhamento, cuidado, atenção, respeito e, em especial, interesse. Auto-gerar um currículo é o oposto disso.

Design inadequado — Por incrível que pareça, currículos de designers tendem a ser muito mal elaborados e diagramados. Invista tempo e capricho.

Seja claro no objetivo — Dê mais relevância à competência que você tem experiência e quer atuar.

Informações desnecessárias — Não cite graduações incompletas, gostos pessoais e demais fatores que não agreguem ao objetivo do currículo. Se atente ao profissional.

Por fim, evite ser avaliado injustamente e perder oportunidades.

Boa sorte! 😉

Monte um processo para criar e melhorar seu portfolio

O efeito corrente

Adivinha o que fizemos? Falamos com usuários. Entrevistamos diversos UX/UI Designers, de expertises e empresas diferentes, em tempos diferentes, e tivemos resultados bem interessantes. De forma resumida, esse é basicamente o efeito corrente, onde uma coisa puxa a outra:

Se você não tem informações suficientes ou o que tem precisa ser refeito, não consegue montar o storytelling. Sem o storytelling, não monta o case. Sem o case, não atualiza o portfolio. Eis o problema: Você precisa fazer isso durante o projeto, e não depois que ele terminar.

Em nossa pesquisa, levantamos 3 pontos principais que criam o bloqueio da construção de um portfolio que fielmente o represente, com base nos geradores do efeito corrente citado acima.

“É difícil montar com qualidade”

Quando chega a segunda-feira que você prometeu a si mesmo que investiria tempo no portfolio, lá vai você em busca das informações do projeto X para montar o case. Junta formulário daqui, layout dali, wireframe de acolá e todos os sketches soltos na pasta. Com tudo isso (ou só isso) em mãos, percebe o tem pela frente: Relembrar, reunir informações, escrever, buscar imagens.

“Não tenho tempo para isso”

Em consequência, e obviamente, você não termina no dia em que começa. Logo, a tendência é simplesmente não terminar, deixando pra depois dia-após-dia. E encontrar tempo para parar novamente, juntar todas as peças e criar o conteúdo fica ainda mais difícil, e o peso na consciência só aumenta.

“Não há necessidade”

Quando chegamos nesse ponto de desistência, percebemos que sempre há quem diga que o portfolio não é necessário, uma vez que já há um assédio constante de empresas e recrutadores em busca de alguém com seu perfil. Vamos concordar em discordar: Uma nova oportunidade não deve ser o único objetivo do portfolio. Ele é o que te coloca entre os melhores de seu setor e inspira as pessoas menos experientes. Pense: O que seria de você como profissional, sem as referências e a influência de outros mais experientes que mostraram suas habilidades?

Em suma, não se permita ser levado pela força do efeito corrente. Você sabia que a maioria das pessoas definem o seu nível de maturidade pela forma como outras pessoas os vêem? Ou seja, seu posicionamento faz toda a diferença para a evolução de sua carreira. Não é a quantidade de projetos, nem o salário, nem a forma como você mesmo se vê. Para as pessoas que já são próximas no dia-a-dia de trabalho, chegar a uma conclusão sobre você é fácil. Mas e ao resto da comunidade? E às empresas?

Há ainda mais um ponto crucial: Não podemos confiar na nossa memória. É impossível lembrar todos os detalhes que aconteceram durante os projetos — mas atenção: são eles que compõem os bullets que precisamos pra enriquecer o portfolio e colocar no currículo ou nas mídias sociais. São os momentos de desafio e solução que geram a informação mais interessante para recrutadores. Para sua tese ter a riqueza e o fundamento sólido da soma de tudo o que aconteceu, tenha a certeza de não deixar passar as oportunidades de registrar.

From Giphy

Como documentar

Para ficar mais prático, vamos separar formatos diferentes de documentação, considerando as duas principais modalidades que usamos: UX Designer (e especialidades) e UI Designer (ou vertentes similares), a seguir:

UX Designer (e especialidades)

Crie o hábito de anotar tudo o que acontece em seu dia-a-dia, como um diário. Importantíssimo é ir pela linha digital: Se você gosta de escrever à mão não há problema, mas saiba que tudo terá que ser digitado, e que no papel não há barra de busca. Com isso em mente, para se preparar pra alimentar esse documento, organize-se primeiro, criando um roteiro do seu processo de documentação. Tendo esse modelo definido, você poderá implementá-lo em todos os seus próximos projetos, simultâneos ou sequenciais.

Nomeie tudo e todos

É primordial ter uma noção geral de todo o universo do projeto. Cliente, problema, pessoas envolvidas, janela de tempo, pré-requisitos / bloqueadores principais, e o que mais considerar pertinente. Com essas informações, você sempre saberá do contexto em que está inserido, o que ligará os pontos na hora de compilar todo o material colhido.

Anote. Anote. Anote. E não esqueça de anotar

Literalmente, produza conteúdo e saia do zero. Nada de folhas em branco. Esse não é o momento de se preocupar com coisas como gramática e organização da informação; Dessas anotações “aleatórias” sairão os principais highlights para você usar posteriormente. Considere nesse ponto os passos, descobertas, ferramentas, produtividade da equipe, liderança, intervenções externas, resultados, impacto nos negócios e etc., além inclusive de suas emoções e impressões. Também é importante definir o tempo em dias ou semanas.

Defina a conclusão

Todos os aprendizados e resultados precisam chegar a um ponto único final. A conclusão pode ser a parte mais importante da documentação, porque você precisa fazê-la assim que o projeto terminar. Deixar pra depois é onde está o perigo. Enquanto tudo ainda está fresco na memória, é o momento perfeito de juntar as anotações, organizar, corrigir erros e finalmente criar o tão esperado documento final. Com ele, você vai conseguir mensurar o que deu certo ou errado, onde poderia ter feito diferente, como seria se tivesse tido mais tempo ou dinheiro e etc., além é claro de ter produzido um dossiê completo — e pronto para ir ao seu portfolio.

UI Designer (ou vertentes similares)

Para estes a tarefa é tão importante quanto, mas o desafio parece maior porque em sua grande maioria são naturalmente inclinados à desorganização. Por isso, se você está nessa maioria, crie imediatamente o hábito de sempre se manter muito bem organizado pois se isso não for feito durante o projeto, será muito mais difícil e trabalhoso depois.

Informe-se sobre o cenário visual

Igualmente aos UX Designers, tenha uma boa noção geral de todo o universo do projeto. Sabendo de todo o contexto, faça a sua própria imersão criativa: Peça/produza tudo relativo à marca para conhecer/estabelecer seus limites criativos, crie boards para busca de referências, prepare todos os componentes visuais que precisar e estude afundo todo o material para não errar no básico.

Produza organizadamente

Um dos pontos mais difíceis na vida de um UI Designer é manter a ordem de seus próprios arquivos. Nomear layers e artboards, tratar e converter imagens a seus devidos tamanhos mantendo as originais, guardar as diferentes versões do mesmo arquivo, organizar pastas com nomes condizentes e exportar componentes corretamente estão entre as principais práticas que evitam problemas posteriores.

Produza o conteúdo de imagem detalhadamente.

Nem precisamos mencionar que apenas mostrar as telas finais não é o ideal. Você precisa ambientar o recrutador desde o início de seu processo criativo, passando por diferentes etapas pra depois mostrar o entregável final, para que tudo faça sentido na mente das pessoas como sendo efetivamente o resultado do processo. Em tempos de milhões de templates e componentes prontos, provar sua capacidade criativa por meio de um processo é essencial. Crie seções sequenciais e alimente-as com imagens visualmente organizadas, acrescentando descritivos diretos. Essa produção deve acontecer, da mesma forma citada aos UX Designers, no momento do término do projeto.

Para ambas modalidades, imagine o quanto o cliente ou dono do projeto ficaria feliz em receber um dossiê completo do projeto dele, e não só isso, mas também em saber que você tem orgulho do trabalho entregue. Nesse cenário, absolutamente todos ganham. Seu produto final fica melhor, o cliente satisfeito, e de quebra, seu portfolio se atualiza sozinho.

Conclusão: Evolua a cada projeto.

Ter os hábitos citados acima lhe dará não apenas uma visão pontual do status do projeto, mas também uma visão global da evolução de sua carreira como um todo. Uma das coisas mais importantes da carreira é podermos olhar para para esses cases um após o outro e realmente percebermos nossa evolução. As memórias se vão com o tempo, mas algo que está bem documentado cultiva as lembranças.

Erros mais subestimados por UX/UI Designers ao aplicarem a novas oportunidades

A colisão de um mau comportamento

Há uma teoria muito utilizada no setor de vendas, cuja ilustração faz todo o sentido para as mais diversas aplicações de comportamento. Trata-se da teoria do iceberg: O básico dessa questão é que se vê apenas a ponta, enquanto a maior parte do iceberg está debaixo d’água; mas mais importante que isso, é que a parte submersa colide com algo muito antes da parte visível. Para quem assistiu Titanic, o marujo que viu a ponta do iceberg pode até ter achado que ainda daria tempo de desviar, mas a colisão já começaria segundos depois. Na prática, isso significa que seu comportamento chega muito antes de você, e já está colidindo com o recrutador sem que você tenha tido a chance de dizer quem é e do que é capaz de fazer na íntegra.

Quando a avaliação começa?

Ao contrário do que muitos pensam, a avaliação não é feita somente na entrevista. É, na verdade, a última fase do processo. A avaliação realmente começa antes mesmo de você contactar uma empresa ou recrutador, manifestando seu interesse na vaga. Como dissemos no artigo Como aplicar a uma vaga de UX/UI Designer, o avaliador tem o direito de questionar tudo o que você diz (benefício da dúvida) e vai formar uma conclusão sobre você com base nos sinais que você envia. Tais sinais podem ter muitas origens diferentes, e gerar impactos diversos nas suas chances pela vaga. Veja abaixo as fases de avaliação, para que atente aos erros básicos e evite a eliminação antes mesmo de concorrer:

1. Esteja pronto para se candidatar

O primeira fase de avaliação é entender se você está pronto para aplicar à vaga. Conforme citamos no artigo Porque você precisa fazer a lição de casa, seu portfolio precisa realmente estar atualizado. Mas vamos a uma definição simples: O que é um portfolio atualizado? Não se trata de uma página repleta de diversos trabalhos de toda a sua carreira, nem de uma página que prove sua versatilidade como designer, menos ainda uma página que mostre experiências extra-curriculares desassociadas ao Design. Seu portfolio nada mais é do que uma seleção simples de seus melhores trabalhos, que representem fielmente o momento atual da sua carreira e o seu perfil profissional dentro do UX/UI Design. Não é para ser complexo, é para ser objetivo. Além disso, desculpas como “não tenho tempo para montar o portfolio”, ou “sou sênior e não preciso de portfolio” não são aceitáveis: O fato de se ter ou não um portfólio já é parte de sua avaliação, e diz muito sobre você. Se está em busca de uma vaga de UX/UI Designer, apresente projetos que provem seu conhecimento e experiência específicos nessa disciplina, eliminando (ou reduzindo drasticamente) os demais projetos.

2. Analise a vaga e veja seu real fit a ela

O segunda fase é sua análise sobre a vaga, e a leitura de que seu perfil está alinhado a ela. Mas ler e compreender o descritivo de uma vaga parece ser um desafio maior do que parece. Ao criar um descritivo, empresas tentam ser o mais específicas possível, esclarecendo os principais pontos de atenção e requisitos para evitar enxurradas de e-mails de profissionais desqualificados para sua vaga. Mesmo assim, as enxurradas permanecem. Por nossa experiência, vemos que há um problema de entendimento dos candidatos, pois estranhamente muitos usam a famosa técnica do “vai que cola” — mesmo sabendo que a vaga em questão não tem a ver com seu perfil profissional, aplicam mesmo assim. Entendemos que para tais pessoas, esse fator não é um impeditivo para aplicarem à vaga. Pois estamos aqui para dizer que essa técnica não só é totalmente ineficaz e equivocada, como também agride sua imagem profissional: Conclui-se que se você não acha importante seguir um descritivo, certamente não achará importante seguir o processo de um projeto. Portanto, seja muito sincero com você mesmo antes de avançar na aplicação de uma vaga. Somente o faça se estiver seguro de que seu perfil se encaixa exatamente ao requerido.

3. Faça o contato e apresente-se

A terceira fase é a sua manifestação formal de interesse na vaga: A forma como você faz isso é crucial para os olhos de um recrutador. Seja por e-mail, WhatsApp ou outras mídias, você precisa se apresentar, e não apenas anexar currículo e links — Tenha o mínimo trabalho de dizer quem você é. Infelizmente é muito comum recebermos e-mail sem nome, de destinatários fantasmas como designagent247@mail.com… Você não pode nos dar o trabalho de ter que procurar seu nome. Diga-o inicialmente, seguido da vaga em que deseja aplicar; Explique brevemente o motivo de seu interesse na vaga, e então é hora de anexar arquivos ou enviar seus links. Dessa forma, cria-se um processo de informação consistente que resulta no interesse em saber mais sobre você. Apresentar-se mal pode resultar em não ter sequer a chance de avaliação de seu material.

4. Seja presente e disponível

A quarta fase é mostrar-se presente e interessado durante o processo de seleção. À partir do momento que você fez o primeiro contato, tenha a certeza de que alguém irá receber seu material, avaliá-lo e formar uma conclusão sobre o fit de seu perfil profissional com a vaga. Para tanto, esteja atento e não demore para responder o recrutador. Em tempos de múltiplas formas de comunicação, deixar de comunicar-se só é possível se for por opção própria. Quando chegamos ao ponto de tentar contato por diversas formas diferentes e não obtermos nenhuma resposta, entendemos que não se trata de disponibilidade, mas sim do desinteresse do profissional em responder. Para sua reputação profissional, teria sido muito melhor a franqueza de dizer que não havia interesse real na vaga — Se a oportunidade não tem prioridade para você, não se candidate.

Caso seja orientado a melhorar algum ponto específico de seu material, faça-o, sem promessas vazias como “vou ver se nos próximos dias eu faço”… Se está envolvido em outros processos seletivos (o que é perfeitamente comum), seja sincero pois isso não o descartará — Ao contrário, ao avisar o recrutador ficará claro que você é responsável e profissional, sendo sempre transparente.

5. Seja responsável à agenda

A quinta e última fase é honrar seus compromissos, estando presente mediante o agendamento de uma entrevista. Simplesmente compareça: Sua ausência nessa hora é um erro grosseiro. Deve-se pensar em todas as possibilidades que podem comprometer esse esperado momento, e administrá-las com sabedoria. Se uma entrevista física foi agendada, considere fatores como tempo de viagem, meio de transporte, local para estacionar. Chegar atrasado devido a fatores externos, mesmo que não seja culpa sua, vai desqualificá-lo igualmente. Para o entrevistador, a culpa está em você não ter antecipado tais problemas. Se foi agendada uma vídeo-conferência, antecipe problemas como má conexão, riscos de interrupção por outras pessoas em sua casa e bateria do laptop ou celular. Esteja disponível no horário marcado e garanta que, por sua parte, não haverão dificuldades para que a entrevista flua bem. Infelizmente vemos muitos profissionais promissores chegarem até aqui e “morrerem na praia” por terem uma postura inadequada quando finalmente têm a oportunidade de falar diretamente com a empresa interessada.

Conclusão

Não deixe que essas barreiras impeçam você de ir adiante em sua carreira. Remova-as uma a uma, com ações simples e práticas, agora que você já sabe o impacto negativo que elas podem causar na impressão gerada aos avaliadores sobre você. Alinhe seu comportamento ao profissional que você é e desenvolva sua carreira, uma oportunidade de cada vez.

A qualidade e a consistência de sua visibilidade determinam sua carreira

O que recrutadores buscam?

Experiência e Soft Skills

Por mais que os recém-chegados saibam a técnica de como fazer um bom UX/UI, já ter feito muitas vezes é outra coisa. Já ter feito para diferentes setores, empresas e equipes, é ainda outra coisa. Além disso, há quesitos muito mais difíceis de se adquirir: Soft Skills. Cada vez mais valorizadas pelo mercado, suas características pessoais são o que te diferenciam em qualquer ambiente de trabalho. Afinal, com que tipo de pessoa você gostaria de trabalhar? A somatória desses fatores (Experiência e Soft Skills) é o que define a diferença entre o Junior, Pleno e Sênior. Independente de sua posição de carreira atual, há oportunidades para todos os níveis, por isso, seja claro e direto sobre seu nível de maturidade.

Profissionalismo

Apesar da avaliação começar pelo portfólio, tenha a certeza que sua postura e comportamento são tão determinantes quanto a qualidade do seu trabalho. Essa avaliação começa no momento em que encontramos você — seja no LinkedIn, Behance, Medium, site pessoal ou mídia social. No decorrer de nosso contato, se encontramos problemas comportamentais, não há dúvidas de que você será reprovado. Erros como ausência ou atrasos a um call, participar de processos seletivos diversos ao mesmo tempo, má postura na entrevista, não cumprir sua palavra e abandonar projetos em andamento estão entre os mais comuns.

Bagagem documentada

Mesmo que não concorde, entende-se que o portfólio é a evidência de todas as suas alegações. Nos reservamos ao direito de questionar absolutamente tudo o que você mostra, para evitar a todo custo que oportunidades sejam desperdiçadas em decorrência da leitura errada sobre um profissional. Portanto, você tem 10 segundos para provar que é a pessoa ideal para a vaga. Sim, a primeira impressão é muito importante. É o momento de ter processo, ser detalhista e contar uma história convincente.

Resultados

Vemos dezenas de portfólios que começam com apresentações pessoais totalmente irrelevantes. Honestamente, não nos interessa se você gosta de Game of Thrones, se é contra o governo ou se acredita em Deus. Essas informações em nada agregarão aos seus entregáveis, que são o motivo de sua contratação. Em vez disso, apresente-se resumidamente falando de como seu trabalho impactou a equipe, a liderança, o cliente e/ou o público-alvo.

Erros básicos mais comuns

Na pele de um recrutador, você tem de 1 a 5 minutos de atenção para convencer que é a melhor opção para a oportunidade em aberto. Listo abaixo alguns erros que geram eliminação imediata:

Não ser específico no que faz

Quanto mais genérico você for, menos interessante se torna. Escolha uma especialidade e aprofunde-se, alinhando sua apresentação como um todo a essa especialidade. Para as demais habilidades, mencione-as em um texto descritivo complementar, como forma de enriquecimento de seu background.

Não ter um portfólio

Não ter trabalhos online é um erro inadmissível. Invista tempo de qualidade e monte portfólio completo, bem elaborado e bem apresentado. Ter poucos projetos não é fator impeditivo: É preferível ter 3 cases completos, do que 10 simples demais. Caso seus projetos mais relevantes sejam sigilosos, alinhar-se com o cliente e disponibilizar esses projetos com proteção por senha pode ser uma solução.

Ter um discurso desalinhado em diferentes mídias

Não seja uma pessoa no LinkedIn, outra no Behance e outra no Medium. Faça uso inteligente dessas mídias de forma complementar, colocando informações relativas às suas devidas finalidades: No LinkedIn, evidencie sua carreira e conexões. No Behance, mostre detalhadamente seu trabalho (Hard Skills). No Medium, apresente sua visão e competências humanas (Soft Skills). Não copie, em hipótese nenhuma, o texto de uma mídia para outra, pois ao fazê-lo, você elimina a necessidade de uma delas.

Não fornecer informações de contato

Ironicamente, muitas pessoas não deixam suas informações de contato. De nada adianta ser altamente qualificado, se ninguém consegue falar com você. O trabalho de busca por profissionais não é apenas baseado em indicações, mas também em buscas diretas nas plataformas mencionadas acima. Não dificulte nosso interesse em falar com você.

Principais fatores determinantes

Portfolio raso

A primeira premissa de um portfolio confiável é apresentar aprofundamento. Simplesmente mostrar as telas finais não é suficiente para avaliar a qualidade do seu trabalho. A segunda, é deixar claro qual foi o seu papel no projeto que apresenta. Como os projetos são em sua maioria coletivos, não dê a impressão de que você fez tudo sozinho. Seja direto e claro, sem rodeios. Em vias práticas:

Se você é um UX Designer – Exiba os desafios, descobertas, racionais, lógicas, jornadas, pesquisas, metodologias, e principalmente, mostre como a sua presença impactou na otimização de processos e em resultados diretos em benefícios ao usuário (como melhor engajamento) e ao negócio (como gastar menos ou vender mais).

Se você é um UI Designer – Apresente seus estudos de referências, mood de imagens, iconografia, tipografia, defesas de conceito, composição dos layouts e como eles se relacionam com a marca, e principalmente, como sua criação será convertida em componentes funcionais para as equipes de desenvolvimento.

Ser genérico

Evite esse tipo de titulo: “Sou UX/UI Designer, Diretor de Arte, Ilustrador, Front-End e Motion Designer.” Por mais que você realmente tenha todas essas competências, você está sendo contratado para atuar como UX/UI Designer. É evidente que toda experiência é agregadora — logo, trate as competências menos relevantes como habilidades complementares, um diferencial a mais que pode te destacar dos demais candidatos.

Especialidades não-equivalentes

Ser um Diretor de Arte Sênior não faz de você um UX/UI Sênior. Apesar de ambos serem vertentes do design, são bagagens, práticas, metodologias e mentalidades completamente diferentes. Seria como contratar um pediatra quando o que se busca é um cardiologista: Apesar de ambos serem médicos, são especialidades diferentes. O profissional mais procurado é aquele que é especialista em alguma disciplina, e não o que que faz 10% de tudo e 100% de nada.

Fui contratado. Yey! Mas não.

Aparentemente a parte mais difícil já foi, certo? Errado. É como diz o ditado popular: “Mais difícil que passar no vestibular é chegar à formatura.” Do primeiro dia de trabalho em diante, você continuará sendo avaliado. As pessoas estarão ávidas em não apenas ver se suas capacidades e promessas comentados são realmente verdade, mas também estarão igualmente curiosas em descobrir como você vai se comportar como pessoa. Não se engane: você pode ser desligado do projeto muito mais rápido do que foi contratado, independente se é PJ ou CLT. É sua performance que garante a estabilidade, e não o seu contrato. Dicas pós-contratação:

Comporte-se

Evite ao máximo trazer problemas humanos e comportamentais para dentro das empresas. Erros como atrasos, desrespeito à liderança e fazer questionamentos além do que lhe é cabido não serão tolerados. Em vez disso, seja o mais esforçado da equipe, ouça mais e fale menos.

Agregue ao time

Faça sua parte bem, para que outros não precisem fazê-la. Não perca prazos, pois a perda é de todos. Seja organizado, proativo, interessado, motivado e sempre disponível a ajudar.

Não desista

Uma vez em um projeto, fique até que ele termine. O prejuízo de sua saída é muito grande para quem fica, e além disso, é uma porta que se fecha para nunca mais reabrir. Faça da oportunidade a primeira de muitas.

Não divulgue sem autorização

Atente para a seriedade dessa questão. Entenda que o projeto não é seu, e que ele contém informações que podem representar vantagens comerciais a concorrentes. Se sua liderança lhe impõe NDA, submeta-se sem questionar e trabalhe nos termos colocados. Com a devida permissão, faça uso controlado.

7 dicas práticas para preservar a produtividade e foco

1. Prepare seu mindset

Proatividade, autonomia e foco são fatores determinantes pra ter bons resultados. Para que você tome controle da situação ao invés de ser refém dela, prepare sua mente para essa mudança. Converse com pessoas que já estão habituadas ao trabalho remoto, informe-se bem das melhores práticas, elimine todos os bloqueios de alinhamento com sua equipe, atualize-se da cultura da empresa e tenha muito bem definidas as suas tarefas, objetivos e entregáveis. Transforme esse momento na oportunidade de provar, para você mesmo e para outros, que é capaz de lidar com o desafio.

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2. Organize o seu dia, não a próxima tarefa

Já que estamos “livres” das 9 horas de trabalho cotidianas, podemos organizar o dia de forma diferente. Há pessoas que encontram tempo para ir ao mercado, cuidar de afazeres domésticos ou até se divertir um pouco “no meio do expediente”. Isso é perfeitamente possível, desde que a organização seja um de seus pilares de trabalho. Como trabalhamos em times, podemos encontrar lacunas de horário entre calls e produção, que envolvam outras pessoas.

Em vias práticas, organize seu dia antes que ele comece. As tarefas de terça precisam ser definidas na segunda. Dessa forma, você sempre sabe no que estará trabalhando, a que horas precisará estar disponível para outras pessoas, e principalmente, quanto tempo produtivo pode ser investido para manter a qualidade dos seus entregáveis.

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Como exemplo prático, você pode separar o seu dia em 3 blocos de horas, criando períodos definidos para tarefas definidas:

Manhãs: 3 horas

Um bom horário para ler / responder emails, fazer calls, revisar entregáveis, colher materiais necessários para a sua produção e demais pequenas tarefas que se amontoam no decorrer do dia anterior.

Tardes: 4 horas

Invista na produção. Esteja alimentado e, se necessário, desligue-se do mundo: Feche os chats, coloque o fone de ouvido e entre no seu melhor ritmo de produção, com foco e objetividade, sem interrupções.

Noites: 2 horas

Aproveite a calma da noite para finalizar o que pode ter faltado, organizar o próximo dia e também para ler e estudar, mantendo-se atualizado e bem informado. É um excelente momento também para revisitar o portfolio e sua presença digital.

Obviamente, essa é uma sugestão que você pode usar como modelo. Inverta as tarefas dos períodos e aumente ou diminua as horas de cada um, conforme o seu perfil.

3. Descubra seus picos produtivos

Algumas pessoas produzem melhor nas madrugadas. Outras, bem cedo. Há até pessoas que são máquinas de produtividade logo após o almoço, tomando proveito de um horário onde tudo à sua volta fica mais lento. Dada a sua experiência, descubra quais são os momentos onde o pico de produtividade é atingido e parta deles para sua organização, uma vez que você pode criar sua própria agenda. Ninguém sabe melhor do que você mesmo sobre o seu ritmo de trabalho.

O ponto principal é que a iniciativa tem que partir de você. Steve Jobs uma vez disse: “Não faz sentido contratar pessoas inteligentes pra sempre lhes dizer o que fazer. Contratamos essas pessoas para que nos digam o que fazer.” Logo, como seu trabalho é estratégico e não apenas produtivo, tome a frente da situação e não fique esperando alguém lhe dizer o que fazer.

4. Policie-se das distrações

Estar em casa pode ser um desafio muito maior do que imaginamos, e a recomendação é ser radical. Puxar ao extremo. Qualquer facilidade pode levar a um prejuízo de horas que não voltam mais. Se você já sabe que tem dificuldades com distrações, ou acabou de as perceber, tome uma medida imediata para eliminar esse problema antes que ele se torne ainda maior.

Veja alguns exemplos clássicos de como facilmente podemos perder o foco:

  • Levantar toda hora pra ir à cozinha, em busca de um snack.
  • Estar muito perto da cama.
  • Ver “só um” episódio da sua série favorita na hora da pausa pro almoço.
  • Usar o WhatsApp para falar com pessoas que não agreguem ao seu trabalho.

Uma dica pessoal: Mesmo antes da situação com o COVID-19, em dias que decididamente trabalho de casa, eu tomo algumas medidas que fazem minha cabeça funcionar melhor. Uma delas, e talvez a mais inusitada, é que eu preciso estar usando roupa de trabalho. Se eu estiver de bermuda, camiseta e pantufa, impressionantemente meu rendimento cai pela metade. Meu cérebro precisa entender que eu estou trabalhando, e esse é um dos gatilhos mais funcionais para mim. Não estou dizendo que você deve fazer isso — apenas encontre um gatilho que funcione para você, para a sua mente funcionar conforme o seu momento.

5. Reserve uma área específica de trabalho

Lembra daquele vídeo que viralizou, no qual um repórter está ao vivo transmitindo notícias de sua casa e de repente seus filhos entram? Isso pode acontecer com qualquer pessoa. Se não for o filho, será outra pessoa, por qualquer motivo.

Logo, o melhor a fazer é orientar as pessoas que dividem a casa com você para que não entrem no cômodo onde está trabalhando. Não apenas para evitar situações embaraçosas como a do repórter, mas também para não interromper seu processo produtivo e criativo. Além disso, ter uma área de trabalho ajuda a se manter mais organizado. Essa área, idealmente, precisa estar sempre limpa, arrumada, bem iluminada e ter apenas elementos que agreguem à sua produtividade.

6. Dê um upgrade nos equipamentos e recursos

Como estamos em maioria acostumados a trabalhar fora de casa, as empresas nos ofereciam ótimas condições de trabalho, como boa conexão à internet e um computador adequado. Se você não está bem munido com esses dois fatores básicos e determinantes para sua produtividade, apresse-se e os providencie.

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É o momento de dar um upgrade na sua máquina, providenciar um monitor maior e assinar um plano de internet com banda que suporte o seu tráfego de arquivos na nuvem. Sua experiência com esses recursos deve ser igual ou melhor do que você tinha em sua estação normal de trabalho fora de casa.

7. Não perca o contato “social”

Mesmo sem poder sair de casa, você pode interagir com pessoas. E não estou falando de ficar em chats, afinal o seu smartphone ainda pode ser usado pra falar de verdade com as pessoas. Nos momentos em que encerrar suas atividades do dia, pegue o telefone e realmente ligue para amigos e familiares. Fazendo isso, você não só evita seu próprio isolamento, como também os ajuda a lidarem com ele.

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