Arquitetura de informação é um dos principais pontos iniciais a se pensar na construção de um produto digital. O objetivo dela é categorizar o conteúdo de forma coerente dentro do projeto e que seja compreensivo para o usuário final. Em ergonomia, o Card Sorting é um dos métodos utilizados para se construir uma arquitetura de informação.

O Card Sorting é um método:

 

  • fácil de se aplicar;
  • de baixo custo;
  • de fácil compreensão pelos usuários;
  • que permite que os usuários reagrupem as informações e opinem sobre elas;

 

1. O processo de Card Sorting

O objetivo de se trabalhar com a arquitetura de informação é propor melhor maneira de organizar as informações e funcionalidades do projeto que estamos trabalhando. É crucial que o entendimento do usuário seja eficiente quando organizamos as informações e que elas sejam coerentes com o conteúdo e a realização da tarefa no produto final.

 

O processo de Card Sorting é composto por 3 etapas:

  • Antes de começar a sessão de Card Sorting, é importante realizar um inventário de funcionalidades e conteúdo do projeto. Cada um dessas funcionalidades é composta por um card. Estes cards podem ser representadas por meio de material físico (ex: post-its) ou por meio digital. Existem ferramentas online que ajudam nesse processo como por exemplo o ConceptCodify.
  • O conjunto de cards é então apresentado aos usuários e então eles devem reagrupar os diferentes cards de acordo com o seu ponto de vista e de forma coerente.
  • Ao fim da sessão, os resultados são analisados pelo profissional que conduziu o Card Sorting (sejam eles de forma manual ou por meio de ferramentas online).

 

Pontos a se lembrar:

  • Esta metodologia permite que os usuários possam opiniar e organizar as informações da forma que eles as enxergam. Com isso os profissionais tem insumos para definir a melhor organização com base nos padrões dos usuários.
  • É um método simples e lúdico e deve ser claro para os usuários.
  • Esta técnica é relativamente barata. Não necessita de materiais especiais para sua execução.
  • Cada sessão dura entre 2 e 3 horas e pode levar de 2 a 3 dias dependendo da quantidade de usuários e complexidade do projeto.
  • Este processo não é definitivo. Os usuários irão influenciar na percepção de organização das informações e os profissionais envolvidos irão tomar as melhores decisões para o projeto.

 

 

2. Os tipos de Card Sorting

O Card Sorting pode ser realizado de duas maneiras diferentes:

 

A) Card Sorting aberto

O usuário dispõe de cards que representam o conteúdo ou funcionalidades do projeto. Então o usuário reagrupa as informações e define o rótulo para cada um dos grupos de acordo com o seu ponto de vista. O Card Sorting aberto é mais utilizado no começo de um projeto para definir a arquitetura da informação. Ele segue a lógica de construção.

 

 

B) Card Sorting Fechado

No Card Sorting fechado os rótulos dos grupos são fornecidos aos usuários. Os usuários devem organizar os cards dentro dos grupos já definidos pelo organizador da sessão. Este tipo de Card Sorting é mais utilizado quando o projeto está na fase final e queremos nos assegurar que ela informação realmente é pertinente ao usuário. Ele segue a lógica de validação.

 

 

Tanto um quanto o outro podem ser utilizados no mesmo projeto. O ideal é sempre começar pelo Card Sorting aberto para entender a lógica dos usuários, analisar os resultados e então criar uma nova sessão com o Card Sorting fechado para validar a eficiência da arquitetura de informação.

 

 

3. Começando uma sessão de Card Sorting

a) Apresentação dos cards e da metodologia de Card Sorting

O organizador da sessão apresenta o método e os cards aos participantes onde os usuários tem um tempo para se familiarizar com os diferentes cards. Os cards são distribuídos em uma mesa de forma aleatória antes de cada cada usuário chegar na sessão. Também é preciso disponibilizar cards em branco (pode ser post-its, folhas de sulfite, etc…) caso os usuários desejem adicionar ou modificar alguma informação.

 

b) Card Sorting individual

Cada usuário deve em 30 min, organizar os cards que lhe pareça pertinente. Esta fase da sessão deve ser realizada de forma que o organizador não influencie na decisão dos usuários.

 

c) Argumentação

Cada usuário participa dando sua opinião e argumentando sobre suas escolhas. Com base nesses argumentos é hora de reunir informações de todos participantes.

 

d) Consenso de informações

O objetivo nesta fase é de chegar em um consenso entre os usuários e suas opiniões e ponto de vista. Com isso é possível reunir as informações dos participantes e verificar de forma individual se existe mais algum ajuste sobre os agrupamentos de cada usuário.

É importante dividir esta fase em 2 partes (individual e grupo) para permitir que cada usuário participe dando sua opinião de forma livre para maximizar o resultado da sessão.

 

E por fim…

Esta metodologia de trabalho faz parte do Design Centrado no Usuário e possibilita trabalhar de forma de melhoria contínua. O Card Sorting permite ter uma melhor compreensão do raciocínio por parte dos usuário em relação a arquitetura da informação e a percepção de navegação dentro dos produtos digitais.

Um assunto muito importante e pouco falado na comunidade de profissionais é sobre acessibilidade. Mas antes de ir mais a fundo neste assunto, a acessibilidade é definida segundo a W3C como:

Acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;

De uma forma geral, muitos profissionais ignoram este assunto por se tratar de uma pequena porcentagem dos usuários ter algum tipo de deficiência cognitiva, seja ela física, visual ou mental. Se pensarmos de forma simples pessoas que não tem nenhum tipo de deficiência consegue usar um site acessível mas no cenário inverso, não acontece da mesma forma.

 

Então como mudar este cenário?

Catequisar os stakeholders e profissionais sobre a importância da acessibilidade desde o início de qualquer projeto é um bom caminho. A possibilidade de aumento da fonte do site, mudança de cor, contraste e fontes para dislexos são bons pontos a se pensar. Não estou falando de complexos e grandes investimento em tecnologia para se aplicar estes pontos mas sim de boas práticas que naturalmente, irão melhorar a experiência dos dois tipos de usuários: deficientes e não deficientes.

Tamanho de fonte

Segundo a W3C devemos trabalhar com fontes em três níveis que são: A, AA e AAA. Os usuários que tem a visão reduzida talvez tenham dificuldades de leitura em uma página com a fonte pequena enquanto o dislexo talvez não consiga ler o texto se não existir uma versão do site com a fonte OpenDyslexic, que é própria para este público. Para imagens de textos e textos o nível AA é o mínimo recomendado.

 

 

O aplicativo Bear trabalha com a Open Dyslexic para que dislexos possam criar textos sem problemas de leitura.

 

Contraste de cor

Seguindo essa lógica, os textos e imagens de texto no nível AA devem ter no mínimo 4.5:1 de taxa de contraste de cor. Isto quer dizer que a cor to texto tem que ter no mínimo 4.5x mais luminosidade do que a cor de fundo. Este cálculo é feito incluindo as pessoas de visão moderada e que não precisa de assistente de contraste e também de pessoas que tem daltonismo.

No cenário de nível AAA, o índice de contraste ideal vai para 7:1, ou seja, a luminosidade da cor deve ser 7x mais luminoso que a cor de fundo para as pessoas com visão entre 20/20 e 20/80 segundo o gráfico de Snellen. Pessoas que tem perca de visão acima de 20/80 precisam de tecnologia assistiva para aumentar o contraste e ampliação do texto.

 

Contraste de cor e texto

O tamanho do texto também é importante para definir a quantidade de contraste quedeve ser aplicado na fonte. Um exemplo de cor cinza com o valor de 150, 150, 150 em escala RGB funciona muito bem em fundo branco, mas apenas acima de 18 pontos de tamanho de fonte. Este formato passaria na conformidade do teste AA. Se usarmos a cor cinza com um valor 110, 110, 110 em escala RGB já funcionaria com qualquer tamanho de fonte e ainda seria compatível na conformidade AAA em fontes de 18 pontos. Os contrastes podem variar dependendo do tipo de família que estiver sendo usada. Por isso é bom pensar nas fontes com peso Light e Extra Light pois elas podem apresentar problemas de contraste.

 

 

É importante levar em consideração também as fontes que se utiliza degradê. Isto não limita a criatividade na hora de produzir algum projeto que tenha um forte apelo em cores e contraste. É preciso testar diferentes aplicações para ter certeza que está em conformidade de contraste.

 

Ferramentas de conformidade

Algumas ferramentas gratuitas estão disponíveis para testar a conformidade das fontes e cores do nosso projeto.

Colour Contrast Analyser

Este ferramenta tem algumas funcionalidades bem interessantes para uma versão gratuita. Além dos testes de conformidade, é possível testar os diferentes tipos de daltonismo aplicados no projeto e um comparativo deles, inclusive quem tem catarata. Tem para Mac OS e Windows.

Contrast Ratio

Esta ferramenta online permite testar diferentes cores em tempo real. Ela é bem útil por ser gratuita. Ela suporta valores RGBA e HLSA e suas combinações. A parte interessante é o suporte para testes com transparência de cores.

Color Safe

Esta ferramenta online permite criar combinações de cores para projetos acessíveis. Assim você pode escolher uma cor de fundo, uma fonte e o tamanho e ver qual melhor conformidade ela traz como resultado.

Como essa área cinzenta prejudica contratações

UX/UI?

Se você perguntar para 5 UX/UI Designers o que exatamente fazem, é bem provável que obtenha 5 respostas diferentes. Da mesma forma, se você perguntar a 5 empresas porquê querem contratar um UX/UI Designer, também obterá 5 respostas diferentes. Isso acontece por diversos motivos, mas nesse momento, vamos nos ater ao que encontramos em nossa rotina de recrutadores especializados: Do lado dos profissionais, vemos habilidades que “mudaram de nome” mas que não condizem com as disciplinas reais de UX, além de alegações de que são capazes de fazer igualmente bem todas as tarefas do processo de UX; e do lado das empresas, vemos demandas pouco claras sobre sua real necessidade, e tarefas demais a serem executadas pela mesma pessoa. Por esse motivo, entendemos que há um equívoco na terminologia UX/UI Designer, que pode ser a principal origem desse desalinhamento de expectativas.

Como é sabido, UI é uma das disciplinas dentro do guarda-chuva de UX — assim como pesquisa, arquitetura da informação, design de interação, testes de usabilidade, estratégia de writing, e mais. Logo, já vemos aqui claramente um erro no uso do termo UX/UI, pois ele simplesmente sugere esses dois itens com o mesmo peso ao posicioná-los lado a lado. Não se sabe ao certo quando e porquê esse termo começou a ser usado dessa forma e com essa frequência, mas de fato ele mais gera confusão do que padronização tanto para profissionais quanto para empresas, a saber:

Dos profissionais

É comum que profissionais pensem: “Sou um UX/UI Designer, ou seja, tenho habilidades para fazer tanto a parte estratégica quanto a visual.” Ops — infelizmente em muito poucos casos esse discurso é verdadeiro. Por mais que você tenha conhecimentos e alguma experiência em todas as disciplinas do processo de UX tradicional, é impossível que as exerça igualmente bem. Além disso, para se obter resultados melhores e mais rápidos, é fato que esse trabalho precisa ser feito de forma coletiva, por profissionais com especialidades complementares.

Para definir melhor seu perfil profissional, deve-se ir a fundo em suas áreas de foco e forças particulares, “quebrando-as” em áreas menores como interaction design, interface design e research. Quanto mais essas forças estiverem claras e especificadas, maior (e mais valiosa) será a sua proposta de valor profissional.

Das empresas

Em empresas cuja visão em Design ainda não está totalmente consolidada, é comum que pensem “Vamos contratar um UX/UI Designer para que nosso produto seja mais amigável e bonito.”, com a expectativa de que terão suas necessidades preenchidas se contratarem apenas um ou poucos profissionais.

Com exceção de casos muito específicos em equipes enxutas (como em Startups em early stage), normalmente essa manobra em si já mostra pontos inviáveis sobre o que uma só pessoa pode fazer. Como resultado, o processo de design ficará limitado, confuso, passível de erros e perderá etapas importantes — sem contar na exaustão desse profissional (logo causando sua desistência) e fatalmente a criação de um produto final insatisfatório. Veja em nosso artigo Que tipo de profissional meu produto precisa? para um detalhamento melhor sobre as funções específicas mais comuns de UX Designers.

Para ambas partes, há um ponto de esclarecimento muito importante que não podemos deixar de citar: Experiência do Usuário não é um domínio que cabe apenas designers, menos ainda designers de produtos digitais. Como o mestre Don Norman já disse:

“Experiência do Usuário envolve todos os aspectos da interação do usuário final com a empresa, seus serviços e produtos”.

Essa frase esclarece que há muito mais envolvidos nessa experiência do que apenas designers, ou ao menos que designers com toda certeza não são os únicos responsáveis por toda a experiência. Um profissional experiente sabe muito bem que gerentes de produto, marketeiros, stakeholders executivos e desenvolvedores terão mais peso de decisão sobre a experiência final do usuário do que propriamente o Designer. Com isso, é primordial que profissionais de Design entendam e exerçam bem seu papel nesse contexto, e que empresas também entendam que proporcionar uma boa experiência ao usuário não é responsabilidade de uma só pessoa, nem mesmo de um departamento. Trata-se de um conjunto de práticas que deve ser adotado por toda a empresa, e por isso, ser de responsabilidade de todos.

Contratando melhor

Em vias práticas, uma das melhores formas de minimizar o desalinhamento citado é simplesmente esclarecer com mais exatidão qual é a sua real demanda. Por exemplo, quando uma empresa diz: “Preciso de ajuda para melhorar a UX/UI do meu produto”, não está claro o que exatamente ela precisa ou quem é a melhor pessoa para executar tal tarefa. Em vez disso, seria ideal dizer:

“Preciso descobrir porque mais da metade dos usuários (que paguei caro para atrair) desistem de concluir a jornada de compra”.

Nesse caso, é evidente que o profissional a ser adquirido precisa entender bem de pesquisa, validação, testes com usuários e limitações técnicas de tecnologia, e mais.

Puxando mais ao lado visual, seria ideal dizer:

“Preciso padronizar a tipografia, iconografia e implantar a cultura de marca em meu produto”.

Da mesma forma, está claro que o profissional a ser adquirido precisa entender de consistência, layout, regras de marca e melhores práticas de aplicação de fontes, cores e mais.

Quanto mais clara for a demanda, mais especialidades serão exigidas dos profissionais a serem contratados — diminuindo erros oriundos de informações incompletas ou rasas demais. Por isso, construir um descritivo orientado a esses indicadores gerará mais resultados positivos do que simplesmente listar todas as tarefas do processo de UX.

Conclusão

Terminologias nem sempre representam claramente a profissão. Como há disparidades entre a auto-denominação dos profissionais e a expectativa da contratação, ao abrir uma vaga, é primordial partir de qual é exatamente a real necessidade do produto. Dessa forma, Designers poderão alinhar sua proposta de valor profissional com a demanda específica.

Como UX/UI Designers podem planejar sua carreira fora do país

Quero (mesmo?) ir

Pelo fato de sermos recrutadores especializados em UX/UI Designers cujo time está em parte na Europa, recebemos com muita frequência a intenção de pessoas em busca de vagas no exterior. O que sempre questionamos é a principal motivação para saírem do país. Independente da condição de vida e trabalho no Brasil estar favorável ou desfavorável, esse não pode (e não deve) ser o principal indicador para a sua decisão — Conclusões como “não aguento mais esse país”, “quero ganhar em euros”, “quero trabalhar menos” são muito rasas perto do tamanho de sua adaptação em outra cultura.

Por isso, o motivo que deve te dirigir a essa possibilidade deve ser, prioritariamente, o crescimento que um cenário diferente pode trazer, não necessariamente melhor ou pior. Obviamente, é justo que nesse processo seja normal almejar um estilo de vida melhor; Mas o crescimento inestimável que uma experiência internacional pode trazer a você como pessoa (em aspectos como conhecer outra cultura, outros pontos de vista e outras formas de se fazer a mesma coisa), é de fato um enorme benefício.

Agora colocando os devaneios de lado e voltando os pés ao chão, deixar a terra natal e imigrar não é fácil. Deixa-se para trás um estilo de vida, família, amigos e toda uma rotina social que você vai sentir muita falta em seu novo destino. Algumas pessoas, mesmo que estejam bem colocadas profissionalmente e socialmente estáveis, acabam retornando à sua terra natal por motivos diversos: Não suportaram a ausência desses pontos, não se adaptaram ao clima, não se encaixaram na cultura local, não aceitaram as perdas sociais pelo fato de serem estrangeiros, entre outros. Por isso, considere que essa decisão não é para todos e que você precisa estar ciente de sua magnitude , analisando friamente cada ponto. Dentro do possível, visite e permaneça por algum tempo no país que almeja viver antes de se mudar definitivamente.

O mercado em Portugal

Para muitos, Portugal é a porta de entrada para viver na Europa. Há sim muitos pontos positivos e vantagens, como por exemplo poder atravessar todo o país pagando menos de 10 euros, voar para outros países da união européia por menos de 50 euros (desconsidetando a pandemia, europeus em geral viajam muito), ter mais segurança e conseguir levar uma vida menos corrida do que nos grandes centros urbanos. Mas Portugal não é Shangri-La. Explico:

Idioma

Diferente de outros países, o impacto cultural é bem menor e fala-se a mesma língua — Mas ei, já temos aqui uma red flag. São dois pontos principais:

  1. O Português europeu é bem diferente do Português brasileiro. Vivendo aqui há alguns anos, podemos dizer que as diferenças são muitas, apesar de sempre conseguirmos nos fazer entendidos. Como a maioria das pessoas tem dificuldade exatamente nisso, o impacto não é tão grande porque portugueses nos entendem bem. A dificuldade está mesmo em entendê-los, porque além de usarem palavras diferentes, usam tempos verbais que conhecemos mas não estamos acostumados.
  2. Não pense que empresas aqui só falam Português. Leve em conta que aqui vivem muitas pessoas de outros países, e somente por esse motivo, empresas portuguesas (como a Farfetch, AlticeLabs e ActivoBank) e empresas estrangeiras com sede aqui (como a Volkswagen Digital Solutions, Critical TechWorks e Deloitte) têm o inglês como idioma prioritário. Também por isso, formadores como a Ironhack têm seus bootcamps ministrados totalmente nessa língua.

Maturidade das empresas

O mercado Português não é tão aquecido como o brasileiro, por diversos motivos. No geral, Portugal é um país bem menor e as empresas tendem a ter uma maturidade em Design também menor. Mas há um ponto importante: Os líderes de UX vem de mercados onde a maturidade é alta, e são esses líderes que empurram o setor adiante, criando uma régua alta na qualidade dos profissionais.

Vagas e exigências

Mesmo que ainda haja mais resistência nas empresas em investir pesado em UX, as que investem são muito exigentes na montagem de seus times. Logo, os processos seletivos tendem a ser mais longos e pesados, pois para escolher um profissional adequado, prezam com mais veemência por qualidade no design, postura profissional, proposta de valor clara e capacidade de comunicação em outros idiomas. Em vias práticas, como não é um mercado quente, têm poucas vagas e muita exigência.

Bora, vou nessa! Qual o melhor caminho?

A melhor forma de iniciar uma carreira profissional em outro país, sem nenhuma dúvida, é sendo contratado oficialmente por uma empresa. Nesse caso, os contratantes já estão interessados na aquisição de um estrangeiro, e por isso, dispostos a arcar com os custos e lidar com os riscos de todo esse processo.

Como as vagas abertas nessa condição são poucas, você realmente precisa considerar a real necessidade de uma preparação à altura.

Listo abaixo os principais pontos a serem considerados:

Tenha certeza de sua decisão

Conforme falado anteriormente, analise friamente cada ponto de sua decisão de imigrar. Como primeiro passo, é aconselhado que você comunique a família sobre sua intenção pois certamente esse será o maior ponto de dor. Algumas pessoas podem não conseguir estar longe dos idosos, outras o cônjuge pode não querer ir, outras têm filhos e devem pensar também no impacto da mudança para eles. Logo, não tome nenhuma decisão profissional antes de estar seguro de suas reais possibilidades.

Eleve seu nível no inglês

Mesmo que seu destino seja Portugal, falar inglês no trabalho é uma exigência. Tudo será nessa língua: O projeto, as conversas, apresentações e prestação de contas. Inclusive, o seu processo seletivo será completamente em inglês, e tenha certeza de que esse é um dos principais fatores de sua avaliação.

Prepare um bom Portfolio

A alta qualidade de seu portfolio é obrigatória. Não se trata da quantidade de projetos, nem de sua variedade de perfis e de indústrias, mas sim da forma como você conta a história do projeto. O contratante precisa conseguir entender como você pensa e toma decisões de design, muito mais do que apenas aplicar metodologias e entregar um bom design visual. Leia nosso artigo Seu portfolio é você. Você é seu portfolio para mais detalhes.

Apresente-se bem

Saber falar sobre você mesmo é muito importante. Evidencie seus pontos mais fortes, construa uma imagem atrativa, destaque seus diferenciais e, principalmente, oriente seu discurso à empresa que está pleiteando a vaga. Essa apresentação é sua única chance de despertar o interesse do contratante para seguir à próxima etapa de avaliação. Leia nosso artigo Encontre seu próprio valor profissional para mais detalhes.

Esteja disposto e disponível

O processo seletivo não será fácil, nem rápido. Por isso, esteja mentalmente preparado para passar por muitas etapas, ser questionado em seus pontos de fraqueza, fazer suas defesas de forma consistente e passar a segurança de que você é a melhor opção de aquisição. É inadmissível que você seja aprovado em qualquer das etapas e desista pelo caminho, ou ainda, que desista depois de ter sido aprovado.

Conclusão

Mudar de país não é fácil, mas é um enorme salto para sua carreira profissional. Mesmo que você conclua que sua preparação é grande e longa para chegar lá, defina essa como uma meta. Atingi-la vai gerar uma evolução mental, profissional e pessoal que fará toda a diferença em sua vida.

Depois de contratar, mantenha seus melhores UX/UI Designers

O valor das pessoas

Empresas são construídas por pessoas. Times são compostos por pessoas. E produtos são feitos por pessoas, para pessoas. O maior ativo que uma empresa pode ter, em toda a sua existência, são as pessoas que lá trabalham. Quando vemos um produto pronto, seja ele um prédio, um carro, uma camiseta ou um aplicativo, normalmente não paramos para pensar na quantidade de pessoas que fizeram parte da história desses produtos.

Me lembro que no início da minha carreira, alguns de meus amigos de faculdade sonhavam em trabalhar na Disney. Certa vez, estávamos todos juntos assistindo a uma animação, e ao final dela, um de meus amigos disse: “Cara, o dia em que eu puder ver o meu nome escrito nessas letrinhas subindo, vou saber que estou realizado profissionalmente”. De fato, nesse momento eu reparava na quantidade absurda de pessoas envolvidas na produção daquela animação. As letrinhas subindo listavam equipes inteiras que eram responsáveis por um único personagem, outras só para os cenários, outras só pra objetos, e mais. Eram mais de 500 pessoas. Como desfecho, esse meu amigo realizou seu sonho: Leo Matsuda trabalha na Pixar há mais de 10 anos, já participou de diversas animações e tem um curta assinado por ele, disponível no Disney Plus. Inspirador.

Em nossos processos seletivos, tratamos as pessoas realmente como algo de muito valor porque são elas que construirão os produtos do futuro. Por isso:

Preferimos focar nas pessoas, e não em vagas.

Bem-vindo à bordo

É comum que pensemos que empresas são como tribos. Cada uma tem sua visão, missão, valores e uma forma de lidar com pessoas; Em nosso mundo atual, o posicionamento das empresas nesses pontos têm sido cada vez mais cobrado das pessoas, em questões como inclusão social, diversidade e acessibilidade.

Para quem tem presença frequente no LinkedIn, é muito comum ver pessoas recém-contratadas postando essa notícia com alegria e empolgação, mostrando a forma como foram recebidas pela empresa que as contratou. Vemos sempre agradecimentos, fotos dos “mimos” ganhados e muitas outras manifestações públicas que ilustram empresas mostrando como valorizam seus colaboradores.

Conversando com diversos UX/UI Designers dos mais diferentes níveis e experiências, um dos pontos principais levantados sobre seu interesse em uma empresa é a cultura interna. Por conta disso, empresas investem na oferta de um ambiente bacana, acolhedor, inclusivo e empolgante para os colaboradores, e isso tudo começa no Onboarding: O processo de boas- vindas a um novo colaborador. Com base no que temos visto e os resultados positivos gerados, listo abaixo 4 sugestões para você colocar em prática no onboarding de seu DesignTeam:

1. Tenha bem clara a visão da empresa

Por mais complicado que possa ser, todos os integrantes de uma equipe precisam estar na mesma página quando se trata da proposta de valor da empresa, seu posicionamento, produtos e mindset. Em equipes multidisciplinares, é comum que hajam gaps nesses pontos, que precisam estar em constante alinhamento.

2. Defina um responsável

Para que o processo de onboarding tenha o impacto esperado, é primordial que haja um líder encarregado, não importando se essa pessoa for o próprio líder de UX ou alguém específico de Recursos Humanos. A existência dessa figura reforça a seriedade da empresa nesse ponto e a qualidade do processo.

3. Crie uma imersão

É recomendado que haja um processo bem definido de treinamento inicial, onde o novo colaborador será oficialmente inserido no time. Quanto mais pessoal, melhor. Idealmente esse processo deve ter um nome próprio e ter arquivos específicos, uma espécie de guia ou manual, para que o colaborador possa consultar posteriormente já que é uma enxurrada de informações de uma só vez. Decompondo essa imersão:

Apresente a equipe e explique sua organização

Mesmo que seja via call, esclarecer quantas e quais são as pessoas que fazem parte do time de Design como um todo é crucial para gerar a oportunidade de conexões interpessoais genuínas. Em seguida, apresente a organização vertical e horizontal dos times, esclarecendo hierarquias e tarefas individuais.

Faça o setup de infra-estrutura

Entregar um computador, crachá, conta de e-mail e acesso a ferramentas compartilhadas são itens que precisam ser cobertos imediatamente, para que a produtividade possa ter início rápido.

Detalhe o processo produtivo

Mostre sem rodeios como o trabalho é feito: Melhores práticas, ferramentas e a forma como o time organiza prioridades, deadlines, prestação de contas a stakeholders e a relação com desenvolvedores e terceiros agregados.

Introduza a força do Brand

É necessário que o novo colaborador entenda que deve existir uma unidade de comportamento perante a visão externa da empresa. Idealmente, independente do nível hierárquico, cada funcionário precisa ter a responsabilidade de ser um representante da empresa. Para isso, o tom de voz, escrita, forma de abordagem e comportamento são pontos que precisam de atenção e treinamento.

4. Mantenha a aprendizagem

Findo o processo, é muito pertinente que haja coleta de feedbacks sobre essa experiência, para que esta siga em processo evolutivo.

Opa, não é só isso

O processo de onboarding é só a ponta do iceberg — A questão mais importante é que os profissionais não se atentam apenas a esses benefícios, mas também (e principalmente) no modus-operandi da empresa. Com o tempo de casa, é certo que irão reparar na forma como é organizada, na qualidade da liderança e dos processos de decisão, produção, e mais. Se esses pontos estiverem “quebrados”, considere como fato que profissionais comecarão a perder o interesse, a produtividade e o foco, buscando outras oportunidades.

Conclusão

Investir na cultura da empresa é extremamente necessário para reter os melhores talentos. Por mais que colaboradores tenham benefícios e vantagens, o sentimento de acolhimento e de pertencer a algo grandioso e empolgante é o que realmente constrói a solidez da relação de troca entre empresas e funcionários.

Entenda os tempos necessários para o seu crescimento como UX/UI Designer

Ah, a paciência

Quando começam as aulas do primeiro ano da faculdade, calouros chegam cheios de empolgação pois tudo é novo: O local, as pessoas, as aulas, o ambiente. Depois que passa esse primeiro momento de curiosidade e descoberta, percebem que terão que lidar com uma realidade que não tinham muita ideia: Por mais que estejam cursando o que escolheram ser profissionalmente, terão que passar por diversas matérias obrigatórias de que não gostam. Porém, passar por elas é necessário para que o conhecimento mais complexo, específico e empolgante, ainda por vir, encontre uma terra fértil que deve ser preparada por essas matérias.

Na vida profissional não é diferente: O caminho para a maturidade profissional requer a paciência de cumprir uma etapa de cada vez, aproveitando todo o aprendizado para construir esse caminho. Quando ingressam a uma empresa e iniciam sua carreira, UX/UI Designers devem considerar que não irão imediatamente ou somente fazer o que querem ou o que mais gostam, visto que terão que lidar com inúmeros obstáculos, cumprir tarefas que não gostam, aguardar respostas e diretrizes que muitas vezes tardam a vir, lidar com pessoas melhores e piores, e mais. Esse é um processo necessário, que não se deve (e nem se pode) acelerar.

O fenômeno do salto

Como recrutadores de UX/UI Designers, nossa rotina é avaliar profissionais de diversos níveis e origens, para as mais variadas vagas e tipos de empresas. Em vias muito resumidas, avaliamos primeiro os portfolios, e na sequência, os perfis no LinkedIn. E conforme falamos no artigo LinkedIn + Portfolio: Encontrando o ponto de equilíbrio, construir uma ideia do seu perfil nesses dois lugares é sempre uma jornada cheia de surpresas. Mas há algo inusitado que temos visto acontecer com certa frequência, que muito nos chama a atenção: Ao analisarmos perfis no LinkedIn, percebemos “saltos” na carreira — Ao mudarem de emprego, mesmo tendo atuado por pouco tempo, profissionais galgam por níveis muito rápido. Por exemplo:

Empresa #X

UX Designer Júnior

Jan 2019 a Dez 2019

Empresa #Y

UX Designer Pleno

Jan 2020 a Dez 2020

Empresa #Z

UX Designer Sênior

Jan 2021 até o momento

Temos aqui um problema bem grave: Carreiras sendo apressadas. Conforme falamos no artigo Como aplicar a uma vaga de UX/UI Designer, em uma definição simplificada, um profissional sênior é capaz de resolver problemas complexos sem ajuda e de guiar outras pessoas menos experientes. Com base nessa definição, para que um UX/UI Designer proceda de forma satisfatória nesses dois pontos é necessário que ele tenha uma experiência real adquirida ao longo de anos, tendo experimentado diversos tipos de desafios em cenários diferentes — considerando não apenas processos, mas principalmente, pessoas. Com isso, entende-se que as suas soft skills constróem muito mais sua maturidade profissional do que as hard skills.

É impossível atingir uma senioridade real muito rápido.

Mas espere: não estamos falando de talento e de esforço, visto que existem muitos portfolios de UX/UI Designers Juniores e Plenos que são excelentes e repletos de sinais que comprovam essas competências. Estamos falando de vivência, do acúmulo de tempo investido, que gera a maturidade. Já disse o guru dos investimentos, Warren Buffet: “Não importa o quão bons sejam os seus talentos e esforços, algumas coisas levam tempo. Não se pode produzir um bebê em um mês, engravidando nove mulheres.”
Entendendo os motivos que causam esse fenômeno, listo as 3 causas mais comuns e como proceder nesses casos:

“Inflar” a auto-definição

Questione-se profundamente sobre sua maturidade profissional. Errar nessa definição significa que você não entende realmente o seu papel, e esse ponto merece sua total atenção. Em nosso artigo Porque a pressa em ser Sênior?, entenda os principais indicadores de uma real senioridade em UX, faça uma análise verdadeira em seu perfil profissional e defina, da melhor forma, o que você é realmente capaz de oferecer e entregar. Uma das maneiras mais eficazes de obter essas respostas é perguntar como os profissionais à sua volta te vêem. Obviamente, para isso, peça extrema sinceridade e coloque-se em posição de ser criticado, sem questionamento.

Ser contratado segundo uma definição errada

Muitas empresas, devido a uma baixa maturidade em design, acabam por criar vagas que não condizem com sua real necessidade na busca por profissionais. Logo, essas vagas apresentam descritivos inconsistentes, impraticáveis e/ou com exigências que não condizem com o nível esperado. Como resultado, candidatos que aceitam essas vagas consideram que, se foram aceitos para tal cargo, que têm a competência, experiência e habilidades suficientes para exercê-lo, o que nem sempre é verdade. No médio-longo prazo, a experiência ainda não adquirida fará falta e então, nesse ponto, o problema pode ter consequências desastrosas para a sua carreira. Ao pleitear uma nova vaga, esteja atento à qualidade do descritivo e entenda a proposta da empresa que está interessada em seu perfil, para que você consiga ser sincero sobre sua maturidade e ser contratado nos devidos níveis.

Errar os tempos

O cargo que deve ser declarado como atual não é onde se quer chegar, mas onde se está no momento. Se você está em dúvida sobre sua senioridade, o melhor a fazer enquanto essa questão não está clara é não mencioná-la. Logo, em suas páginas e perfis profissionais públicos, mencione apenas sua função (por exemplo João Silva, UX Designer), e deixe que a sua avaliação no processo seletivo esclareça sua maturidade aos olhos do contratante.

Conclusão

A mudança de empresa não deve necessariamente ditar a velocidade da sua maturidade. Conforme falamos no artigo Planeje como o trabalho afeta sua vida, é preciso entender cada momento, auto-analisar-se constantemente e ter uma visão mais “macro” sobre o seu tempo de carreira ainda pela frente, tentando mapeá-lo para que você aproveite uma etapa de cada vez no caminho à senioridade. Por isso, não espere que as vagas oferecidas rotulem seu crescimento: Em vez de somente ser conduzido, conduza.

Um assunto muito importante e pouco falado na comunidade de profissionais é sobre acessibilidade. Mas antes de ir mais a fundo neste assunto, a acessibilidade é definida segundo a W3C como:

Acessibilidade: condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida;

De uma forma geral, muitos profissionais ignoram este assunto por se tratar de uma pequena porcentagem dos usuários ter algum tipo de deficiência cognitiva, seja ela física, visual ou mental. Se pensarmos de forma simples pessoas que não tem nenhum tipo de deficiência consegue usar um site acessível mas no cenário inverso, não acontece da mesma forma.

 

Então como mudar este cenário?

Catequisar os stakeholders e profissionais sobre a importância da acessibilidade desde o início de qualquer projeto é um bom caminho. A possibilidade de aumento da fonte do site, mudança de cor, contraste e fontes para dislexos são bons pontos a se pensar. Não estou falando de complexos e grandes investimento em tecnologia para se aplicar estes pontos mas sim de boas práticas que naturalmente, irão melhorar a experiência dos dois tipos de usuários: deficientes e não deficientes.

Tamanho de fonte

Segundo a W3C devemos trabalhar com fontes em três níveis que são: A, AA e AAA. Os usuários que tem a visão reduzida talvez tenham dificuldades de leitura em uma página com a fonte pequena enquanto o dislexo talvez não consiga ler o texto se não existir uma versão do site com a fonte OpenDyslexic, que é própria para este público. Para imagens de textos e textos o nível AA é o mínimo recomendado.

 

 

O aplicativo Bear trabalha com a Open Dyslexic para que dislexos possam criar textos sem problemas de leitura.

 

Contraste de cor

Seguindo essa lógica, os textos e imagens de texto no nível AA devem ter no mínimo 4.5:1 de taxa de contraste de cor. Isto quer dizer que a cor to texto tem que ter no mínimo 4.5x mais luminosidade do que a cor de fundo. Este cálculo é feito incluindo as pessoas de visão moderada e que não precisa de assistente de contraste e também de pessoas que tem daltonismo.

No cenário de nível AAA, o índice de contraste ideal vai para 7:1, ou seja, a luminosidade da cor deve ser 7x mais luminoso que a cor de fundo para as pessoas com visão entre 20/20 e 20/80 segundo o gráfico de Snellen. Pessoas que tem perca de visão acima de 20/80 precisam de tecnologia assistiva para aumentar o contraste e ampliação do texto.

 

Contraste de cor e texto

O tamanho do texto também é importante para definir a quantidade de contraste quedeve ser aplicado na fonte. Um exemplo de cor cinza com o valor de 150, 150, 150 em escala RGB funciona muito bem em fundo branco, mas apenas acima de 18 pontos de tamanho de fonte. Este formato passaria na conformidade do teste AA. Se usarmos a cor cinza com um valor 110, 110, 110 em escala RGB já funcionaria com qualquer tamanho de fonte e ainda seria compatível na conformidade AAA em fontes de 18 pontos. Os contrastes podem variar dependendo do tipo de família que estiver sendo usada. Por isso é bom pensar nas fontes com peso Light e Extra Light pois elas podem apresentar problemas de contraste.

 

 

É importante levar em consideração também as fontes que se utiliza degradê. Isto não limita a criatividade na hora de produzir algum projeto que tenha um forte apelo em cores e contraste. É preciso testar diferentes aplicações para ter certeza que está em conformidade de contraste.

 

Ferramentas de conformidade

Algumas ferramentas gratuitas estão disponíveis para testar a conformidade das fontes e cores do nosso projeto.

Colour Contrast Analyser

Este ferramenta tem algumas funcionalidades bem interessantes para uma versão gratuita. Além dos testes de conformidade, é possível testar os diferentes tipos de daltonismo aplicados no projeto e um comparativo deles, inclusive quem tem catarata. Tem para Mac OS e Windows.

Contrast Ratio

Esta ferramenta online permite testar diferentes cores em tempo real. Ela é bem útil por ser gratuita. Ela suporta valores RGBA e HLSA e suas combinações. A parte interessante é o suporte para testes com transparência de cores.

Color Safe

Esta ferramenta online permite criar combinações de cores para projetos acessíveis. Assim você pode escolher uma cor de fundo, uma fonte e o tamanho e ver qual melhor conformidade ela traz como resultado.

Como atitudes podem prejudicar a imagem profissional de UX/UI Designers

Quero essa vaga. Mesmo?

Conforme comentamos em nosso artigo Como ser reprovado em processos seleticos para UX/UI Designers, um processo seletivo requer sua atenção total. Não se trata de ser X tipo de UX/UI Designer e querer Y tipo de vaga; Mas de candidatar-se desenfreadamente a toda e qualquer oportunidade que vier pela frente, sem ter compreendido a proposta a fim de ter um interesse real. Para tanto, é preferível que você selecione poucas (somente as que realmente tenham um match com seu perfil) e invista tempo, dedicação e preparação específica para elas. Quando se entende a importância e o tamanho da dedicação esperada para uma candidatura efetiva, deve-se pensar em um ponto crucial:

O quanto realmente você quer essa vaga?

Indo além das aptidões técnicas, devemos considerar que as pessoas são muito diferentes umas das outras. Os indicadores da tomada de decisão para o interesse de um UX/UI Designer em atuar em uma determinada empresa podem ser muito variados: A proposta financeira, os benefícios oferecidos, a visibilidade e o “glamour” da posição, a cultura com colaboradores, os produtos propriamente ditos, e mais. Nesse ponto, não há certo e errado: Apenas deve-se colocar esses indicadores na mesa, definir a relevância de cada um ao seu perfil e objetivo profissional, e construir uma decisão com base nessa análise.

A má notícia é que essa mentalidade é muito pouco utilizada pela maioria dos candidatos. Ao passo que empresas têm investido pesado na abertura de vagas para UX/UI Designers, vemos repetidamente o fenômeno de desistência acontecer — seja durante o processo ou depois de já terem sido selecionados, profissionais optam por romper com a oportunidade, deixando um vazio enorme nas expectativas e planejamento da empresa.

Ah, não quero mais

Imagine um cenário onde você recebe o feedback positivo de uma seleção, sendo notificado que foi selecionado para uma vaga. Yey! Depois de muito comemorar, se preparar e tomar as decisões e ações necessárias para o início de suas atividades (como por exemplo desligar-se de seu emprego atual, mudar-se de cidade, etc.), você recebe um retorno inesperado da empresa contratante dizendo que a vaga já não existe mais, e que sua contratação foi cancelada. Imediatamente, o sentimento é de indignação, frustração e decepção, certo? Pois são exatamente esses os sentimentos que uma empresa sente quando um candidato desiste da vaga. Listo abaixo os casos mais comuns que motivam tais desistências:

Eu não queria de verdade

Como é sabido, candidatos tendem a aplicar a muitas vagas sem ao menos ler seus descritivos com atenção. Logo, no caso de serem selecionados, é evidente que a empresa considera um interesse genuíno na vaga e dá sequência ao processo, já manifestando o interesse recíproco em seu perfil. Quanto mais tempo levar para o candidato ser franco e notificar que na verdade não há real interesse, pior será para a empresa tomar uma decisão acertada e dar por finalizado o processo seletivo.

O processo seletivo é muito exigente

Conforme falamos no artigo Como criar espaço a UX/UI Designers Juniores, justamente por já terem tido experiências ruins no recrutamento, seleção e construção de seus times, empresas acabam por criar processos seletivos muito complexos e longos. Por mais que a intenção seja minimizar o erro de contratar mal, tais processos acabam causando a desistência dos candidatos interessados — Possivelmente, o motivo mais relevante seja que durante o longo prazo de avaliação, UX/UI Designers são encontrados, avaliados e contratados por outras empresas com um processo mais efetivo e rápido.

Fui selecionado por outra empresa

Este é o caso mais problemático. Como candidatos tendem a participar simultaneamente de diversos processos seletivos, dentre várias ofertas, uma é a predileta. Mas se a notícia positiva vem primeiro de outra vaga (que também é interessante, só não tanto quanto a vaga ideal), por receio de perder a oferta, aceitam. Pouco depois, o resultado positivo da vaga ideal também vem, fazendo com que, sem pestanejar, o candidato abandone a vaga que já havia aceitado. A essa altura a empresa já tinha traçado planos, feito preparações e criado uma alta expectativa, logo seu prejuízo e frustração serão inevitáveis.

Nesse caso, o melhor a fazer é deixar clara a sua participação em outros processos seletivos — Sem dúvida é melhor que o contratante logo tenha ciência do seu momento real (para que se antecipe e lide com essa situação como lhe aprouver), do que ser surpreendido com uma desistência abrupta.

O prejuízo silencioso

Considere que em todos esses cenários citados acima há um “prejuízo silencioso”: Tais atitudes podem ser altamente nocivas à sua imagem profissional. Por mais que o mercado de UX esteja de fato em crescimento acelerado, ainda estamos falando de um mercado pequeno, onde muitos contratantes conhecem muitos outros contratantes, e com certeza, comentam entre si sobre seus processos seletivos em busca de recomendações e indicações. Logo, são pequenas perdas que você pode estar acumulando, que em um futuro não tão distante, podem se tornar barreiras para o próximo grande passo de sua carreira.

Segundo nosso artigo Encontre seu próprio valor profissional, empresas não buscam apenas mãos e mentes capacitadas, mas pessoas comprometidas. Se durante o processo seletivo a empresa encontrar sinais que levantam red flags sobre sua reputação e credibilidade, aceite ou não, serão indicadores relevantes que certamente irão jogar contra você.

Transparência é fundamental

Se você está sendo contactado por diversas empresas e recrutadores ao mesmo tempo, comemore! Trata-se de um bom sinal: Sua proposta de valor está convincente, seu perfil gera interesse, sua apresentação profissional condiz com seu nível, você foi bem recomendado, e mais. Para que você preserve sua imagem profissional e garanta o melhor comportamento possível perante tais contratantes, seja sincero e transparente com todos, sempre.

Essa transparência envolve, inclusive, saber dizer não.

Isso mesmo: Se você não estiver confortável com o processo seletivo proposto, ou com a forma que foi abordado, ou não se interessar mesmo pela vaga e/ou pela empresa, o melhor a fazer é imediatamente não aceitar. Tenha a certeza de que uma resposta educadamente negativa de sua parte não será mal vista por contratantes. É muito melhor a sinceridade de dizer não, do que sua indecisão se tornar um problema que vai prejudicar a empresa — e consequentemente, você.

Conclusão

Trate um processo seletivo com a atenção devida. Com a visão de que trata-se possivelmente do próximo passo de sua carreira de UX/UI Designer, seja para vagas que recebe proposta ou que se candidata por iniciativa, seja transparente e sincero com todos os envolvidos para que você colha frutos positivos a cada decisão tomada.

Monte times mistos para crescer com solidez e produtividade

Criando espaço a iniciantes

É sabido que empresas não tem dado muita abertura para UX/UI Designers em início de carreira. Esse fato se deve a alguns receios: A falta que a experiência técnica pode fazer, possíveis problemas de comportamento, o despreparo para se responsabilizarem por suas entregas, ou mesmo, não haver alguém mais experiente no time que possa assessorar e conduzir um profissional júnior em seu desenvolvimento. Conforme falamos no artigo Porque a pressa em ser Sênior?, isso resulta em uma disparidade enorme de vagas entre seniores e juniores que gera uma equação desbalanceada: Novos profissionais precisam de experiência de trabalho para crescer, mas a oportunidade de adquirir essa experiência não se abre. Enquanto isso, permanecem descolocados. Em todo caso, há um ponto importante a ser levantado: Por mais que sejam ainda inexperientes, temos acompanhado diversos casos de juniores com excelente postura, colaboratividade e entrega sendo contratados, pois seu principal ingrediente é o ímpeto e a vontade de colocar em prática os conhecimentos recém-adquiridos.

Esse ingrediente deve ser visto como “ouro” pelas empresas, devido ao valor que pode trazer a seus produtos no devido tempo.

Mas ainda, a realidade é que empresas se mostram desinteressadas, despreparadas ou sem tempo para criar estratégias que viabilizem a contratação desses profissionais, resultando em uma grande perda verdadeiros talentos. É exatamente nesse momento que se faz necessária uma análise na realidade do produto e no time, a fim de criar o espaço para eles de forma estratégica e gradual.

Vantagens de contratar juniores

Entendemos que uma pessoa que chegou a UX/UI Design se apaixonou por uma ou mais de suas disciplinas, ou encontrou nessa profissão a possibilidade de explorar habilidades ainda sub-utilizadas que estavam em hibernação. Conforme falamos no artigo Quero migrar para UX/UI Design, o combustível do ímpeto de UX/UI Designers iniciantes é a vontade de fazer a vida das pessoas mais fácil, resolver problemas de forma inovadora, conectar-se realmente com as pessoas, se parte de algo extraordinário, transformar empresas com seu mindset, criar produtos encantadores, entre outros. Para canalizar essa energia, empresas precisam considerar que contratar juniores pode ser o motor de seus produtos. Principais vantagens:

Ter solidez com times mistos

Conforme falamos no artigo Contratação faz parte da Estratégia de UX, nem sempre a demanda de vagas requer muita maturidade. Logo, equipes apenas de seniores começam a perder produtividade e até a se desfazer porque eles se vêem na condição de ter que fazer todo o trabalho produtivo, sentindo-se subvalorizados e sem perspectiva por não conseguirem dedicar 100% de seu tempo à estratégia e às decisões de design que afetam o negócio. Por isso, o melhor a fazer é constituir times de design também com profissionais menos experientes, sem “vícios” e ávidos por ver seus primeiros projetos ganharem vida e visibilidade na empresa. A chance de times mais mistos se consolidarem e gerarem melhores resultados é muito maior.

Formar com a cultura da empresa

Sabemos que empresas tem o medo de treinar e investir em profissionais para brevemente perdê-los. O fator mais relevante para o combate a esse fantasma é o enraizamento da cultura da empresa em cada um dos colaboradores. Não se trata simplesmente da superfície, como dar mimos; mas de criar um ambiente de trabalho atraente para que queiram ficar, oferecendo espaço para opinarem, integrações com outros departamentos, tratando conquistas (mesmo que pequenas) de forma marcante e recompensatória, provendo boas ferramentas, e mais. Logo, entende-se que é plenamente possível que um profissional iniciante crie raízes na empresa sendo moldado positivamente em seu formato de trabalho, oferta de produto e posicionamento de mercado sentindo-se verdadeiramente parte de algo grandioso.

Ganhar velocidade de produção

Com uma boa estrutura de liderança e suporte de UX/UI Designers mais experientes, times com diversos juniores possibilitam entregas mais rápidas: Mais pessoas fazem descobertas e validações ao mesmo tempo, promovem jornadas e testes com pontos de vista diferentes e complementares, produzem layouts mais ricos e duplicáveis; e claro, mais mentes pensantes podem ajudar a evangelizar e a construir a importância do Design Team na empresa como um todo.

Alternativas que viabilizam

Um ponto de partida na decisão de contratar UX/UI Designer juniores é considerar o que estão motivados a fazer, de onde vêem e como atraí-los com o approach certo. Como ainda não tiveram oportunidades de provar seu valor, é plenamente esperado que seus portfolios contenham apenas projetos acadêmicos e que precisem de refinamento na apresentação pessoal; Mesmo assim, como já de antemão nem todos chegam a esse ponto, a própria existência desses recursos por parte deles já mostra o real interesse em pleitear uma oportunidade. Listo abaixo 3 alternativas para que sua empresa possa fomentar e conduzir um bom processo de aquisição:

Promova eventos que atraem talentos

A primeira sugestão é promover desafios coletivos. Para isso, a empresa precisa ter muito claro o objetivo da contratação e os critérios de avaliação, criando um briefing real de um produto ou feature para ser solucionado pelos candidatos. Estes são então convidados, reunidos e instruídos sobre a proposta da empresa e o projeto em si, entendendo que as vagas são o prêmio máximo para as melhores propostas e/ou melhores desempenhos.

Busque nos formadores

Contactar diretamente os formadores em busca de talentos é uma excelente alternativa. Como é sabido que normalmente turmas começam cheias, terminam não tão cheias e terminam com poucas pessoas que realmente se destacaram, essas pessoas merecem sua atenção pois são recomendadas por seus instrutores. Atualmente existe uma vasta oferta de formadores em UX/UI Design, a saber: Das brasileiras, temos Aela.io, Punk Metrics, Mergo, Tera, Alura, Gama Academy, UX Unicórnio, Awary, Digital House, EBAC, Mentorama, How; E das internacionais, temos a Ironhack, UXPM, Flag, IDF, General Assembly, EDIT (agora em São Paulo), e claro, NN/g.

Crie programas de contratação

Simplesmente anunciar que sua empresa está interessada em contratar juniores não é suficiente para atrair fortes candidatos. Para isso, recomendamos que sejam criados programas formais de contratação, apresentando abertamente os detalhes das oportunidades. Sem o teor explícito de concorrência entre candidatos, a ideia é comunicar o mercado sobre o produto ou feature em questão, especificar com exatidão a expectativa de perfis adequados, criar um teste de aptidão e habilidades e disponibilizar um local para que as propostas sejam entregues.

Essas 3 sugestões podem inclusive ser misturadas ou somadas umas às outras, dependendo do perfil de sua empresa e como esta considera ser melhor para sua postura de marca e imagem no mercado.

Êpa! Não contrate juniores se…

Infelizmente, empresas com menos maturidade em Design tendem a contratar juniores com a ideia de contenção de custos e fundação da equipe de UX. É importante frisar: Nenhum júnior deve ser incumbido com a tarefa de fundar o departamento de UX de sua empresa. Essa mentalidade equivocada o leva a cumprir tarefas massivas e sem norte por estar sozinho e sem liderança específica, e ainda, segundo a leitura errônea de seu real papel, fará com que ele assuma tarefas visuais de marketing e comunicação interna ao invés de focar no produto. Logo, é inevitável que ainda não haverá ninguém focado em pensar no usuário, na tecnologia aplicada e nos objetivos de negócios a serem atingidos. Logo, o melhor cenário sempre é contratar juniores quando já existe uma liderança de Design bem definida.

Conclusão

Deixar de dar oportunidades para UX/UI Designers recém-chegados no mercado pode significar a perda de grandes talentos. A uma boa liderança e estratégia, juniores trazem ao times mais energia, resiliência e estrutura produtiva para que seus produtos atinjam os objetivos.

O UX Design está crescendo e com o objetivo de atender a demanda dos consumidores que estão cada vez mais exigentes e conectados, novas tendências estão surgindo e algumas delas prometem bombar em 2021. Continue lendo e acompanhe as principais!

 

UX Design: o que é?

Muito se tem falado sobre UX Design e a necessidade de priorizar a experiência do usuário, mas afinal, o que esses conceitos querem dizer? 

UX — User Experience (Experiência do Usuário) é responsável por projetar experiências de uso encantadoras para fidelizar e conquistar clientes.

Com esse objetivo, os designers de UX estudam o comportamento humano e os produtos e serviços oferecidos para encontrar formas de melhorar a satisfação e a lealdade dos clientes.

Normalmente, esse objetivo é alcançado por meio de três pilares:

  • Utilidade: o quão útil é o serviço para o cliente e o quanto é melhor fazer as coisas usando o serviço e não utilizando alguma outra alternativa;
  • Facilidade de uso: o quão fácil e rápido é usar o serviço e resolver o que for preciso usando ele e não utilizando alguma outra alternativa;
  • Prazer: o quão prazeroso (divertido, interessante, recompensador, etc.) é usar o serviço e não outras alternativas.

As tendências de UX que vamos ver a seguir nos comprovam que existe um universo imenso a ser desbravado pelos UX Designers que querem oferecer novas experiências ao usuário em 2021. Confira:

 

1. Inteligência Artificial

Nós já percebemos que se tornou mais comum o uso de interfaces otimizadas para UX, elementos de IA e Machine Learning. Nas tendências de UX, esses recursos serão usados para oferecer uma experiência cada vez mais personalizada para os clientes.

Por meio da Inteligência Artificial, é possível oferecer um atendimento personalizado ao cliente, como compreender a jornada de navegação dele e futuramente oferecer um produto ou serviço baseado nesse histórico de navegação, captado pela IA.

 

2. RV e RA

Realidade Virtual e Realidade Aumentada são soluções que foram usadas em 2020, mas que podem ser ainda mais exploradas em 2021. A exemplo do 3D imersivo, ambas as tecnologias possibilitam que o usuário tenha uma experiência realista, projetando objetos ao seu redor, como no caso do aplicativo da Tok & Stok que permite que o cliente experimente móveis, virtualmente, nos cômodos de sua residência.

 

3. Comando por voz

O comando de voz é uma das tendências de UX mais fortes para os próximos anos. Dados revelam que, em 2021, pelo menos metade de todas as pesquisas no Google devem ser feitas por comando de voz.

Para colocar em prática o comando de voz nos seus projetos, é recomendável verificar como esse recurso pode interagir com seu produto ou serviço digital. 

A integração se torna mais eficiente se você usar comandos predefinidos e a experiência de UX será melhor. Em primeiro lugar, você pode começar criando uma marca para seu comando de voz, isso personaliza o atendimento. Diversas empresas têm um personagem para simbolizar a marca.

 

4. Elementos 3D imersivos

Essa tendência do UX design proporciona ao usuário interagir de forma  mais real e imersiva com o conteúdo da página, porém ela requer uma plataforma de alto desempenho que permita rodar as soluções em 3D sem travar ou inviabilizar a interação do consumidor.

 

5. Ilustrações animadas

Muitos aplicativos atuais trabalham com ilustrações animadas e a tendência é que elas sejam cada vez mais comuns no design de onboardings. 

Só para reforçarmos essa tendência de design, as ilustrações animadas são conteúdos que funcionam muito bem com usuários que não interagem com outras informações. Sendo assim, a mensagem chega de maneira rápida para todos os públicos, conforme seus perfis e interesses. Este deve ser um ponto de atenção para o time de design UX.

 

6. Mobile First

Essa tendência sugere pensar e planejar as interações principalmente para dispositivos móveis, como smartphones e tablets. E isso se dá pelo aumento no consumo nesse tipo de dispositivo em detrimento do consumo de notebooks e computadores de mesa. 

Ou seja, ter um site responsivo nos dias de hoje e nos dias futuros é um pré-requisito para promover uma boa UX.

 

7. Micro interações

Uma das tendências de UX são as micro interações, que proporcionam uma experiência muito real para o usuário. Para trabalhar com esta tecnologia, o ideal é criar diversos elementos no menu do usuário como dicas visuais, telas iniciais, guias, ícones e botões que possuam movimento, por exemplo.

 

8. Qualidades nas imagens

Tanto em fotos, como no uso de cores, texturas e grafismos, o UX Design promete proporcionar uma experiência estética ainda mais impactante para os usuários. 

Então, usar imagens de alta qualidade, com uma textura quase tátil e ainda com recursos gráficos que se mesclem a fotografias reais, são possibilidades dentro da estética de um site que queira adotar o UX design em sua construção.

 

9. Minimalismo

O minimalismo é essencial para não tirar o foco do nosso objetivo, evitando que o cliente tenha uma experiência cansativa.

Para otimizar a jornada do usuário, a recomendação é usar ferramentas que otimizem o tempo das pessoas e tornem os aplicativos e produtos digitais mais rápidos e certeiros, com o uso de recursos contextualizados e sistemas padronizados que se adaptem ao usuário.

 

10. Login sem senha

São tantas senhas e regras de segurança para cada plataforma que isso se torna um problema. Os usuários perdem e misturam as senhas e, no fim, deixam de acessar o produto ou serviço digital pela burocracia de recuperá-las. 

Se você quer inovar e atrair mais usuários através das principais tendências de UX, troque as senhas que exigem números, letras e caracteres especiais por PIN, reconhecimento facial ou impressão digital, por exemplo.

A origem e como UX/UI Designers vêem processos seletivos mais profundos

A origem dos testes

Quando o assunto é contratação, entende-se que existem duas partes em busca de um equilíbrio: Uma empresa buscando alguém para suprir uma necessidade, e um profissional qualificado para ela. Em vias práticas, mediante a oferta recebida por diversos candidatos, a empresa os avalia, escolhe o que se mostra com melhor fit nos aspectos mais relevantes, e então contrata. Bingo! Mas na realidade nem tudo são flores, conforme nosso artigo Contratantes X Contratados: Alinhando expectativas.

Como recrutadores, já fomos abordados por diversas empresas escaldadas por terem sido ludibriadas por candidatos “impostores” que foram muito bem no processo seletivo, mas quando finalmente começaram a trabalhar, mostraram que não estavam realmente qualificados. Em alguns casos o problema nem tanto foi a técnica, mas sim comportamental, de forma que a postura do profissional trouxe problemas à equipe já existente. Nesses casos, empresas amargam um enorme prejuízo de tempo, dinheiro e planejamento, tendo que recomeçar o processo seletivo do zero. Vendo esse problema acontecer com certa frequência, é fato que o formato original da seleção precisou de uma reanálise, já que apenas acreditar no discurso não era suficiente — era necessário comprovar. É aqui que o teste entra: A empresa conclui que é melhor investir na melhoria do processo de seleção do que na repetida (e custosa) tentativa e erro de contratação, adicionando uma prova prática. Geralmente, estes são os indicadores a serem avaliados na aplicação do teste:

  • A comprovação das skills técnicas alegadas;
  • A gestão de tempo;
  • A forma de raciocínio e geração de soluções;
  • O fundamento nas defesas de design;
  • A capacidade de comunicação e explicação de ideias;
  • A responsabilidade e a aceitação de críticas;
  • O interesse na implementação para colher resultados.

Com isso em mente, listo abaixo alguns exemplos de situações que empresas implementam testes práticos em seus processos seletivos para UX/UI Designers:

Cargos de liderança

Para vagas onde o candidato assumirá uma posição de liderança, é perfeitamente normal que o processo seletivo seja mais exigente e aprofundado pois tal pessoa lidará com pessoas que já são parte do time e estão condicionadas ao ambiente. O teste irá clarificar pontos como visão estratégica, velocidade de tomada de decisão, experiência prática em situações de conflito e limitações internas junto a stakeholders.

Skills específicas

Há casos em que a vaga exige que o candidato tenha conhecimento e experiência muito específicas, como por exemplo um UX Writer de URA e ChatBots. O teste poderá mostrar que realmente o candidato estaria preparado para situações mais delicadas, como o uso de termos de ordem inclusiva, social e jurídica. Por mais que o UX Writer apresente cases concisos e variados em seu portfolio, cada empresa vê esses pontos de uma forma de acordo com sua cultura, posicionamento estratégico e público-alvo.

Não ter tanta pressa

Em casos onde a vaga é muito planejada e envolve diversos avaliadores, empresas preferem contratar bem do que contratar rápido. Por isso, criam processos de avaliação que passam por muitas camadas, colhendo opiniões, recomendações e análises de vários departamentos em conjunto para obterem o perfil mais adequado.

O “dark side” da seleção com testes

A forma como candidatos vêem o processo seletivo de uma empresa reflete diretamente na qualidade e velocidade de suas contratações. Em alguns casos, os processos seletivos com testes chegam a ser tão extensos e cansativos, que acabam por afastar os melhores talentos ou perdê-los pelo caminho. Listo abaixo algumas situações que geram esse tipo de problema:

Processo muito complexo e demorado

Naturalmente, preocupadas com o risco de contratar mal, empresas tendem a criar processos muito complexos e longos. Por exemplo, a existência de etapas psicológicas (média de 1 semana), entrevistas com pessoas de departamentos diferentes (média de mais 1 semana) e a própria aplicação do teste (média de 3 semanas entre briefing, tempo de produção, avaliação da liderança e feedback) chegam a estender esses processos para quase 2 meses. Com isso, como a busca por profissionais está muito aquecida, existe uma enorme chance de os candidatos serem abordados e possivelmente contratados por outras empresas durante esse período, por terem processos mais ágeis e mais atraentes.

Desafios exagerados

Em empresas com menor maturidade em Design, certos desafios tendem a ser muito exagerados, sem sentido e até inviáveis de se executar. É impossível que o candidato tenha tempo hábil de conduzir um bom processo de UX/UI Design no produto inteiro da empresa em 1 semana de prazo, considerando que a própria equipe interna demorou meses para entregar. Logo, o teor do teste deve ser simples, como a solução de um problema específico ou a melhoria de uma feature já existente.

Régua muito alta

Exigir demais do nível de maturidade e experiência do candidato pode ser um problema pra encontrar a pessoa mais adequada. Idealmente, a empresa pode ser mais flexível com as propostas de valor que recebem de candidatos, sendo que na medida do possível, adequem sua necessidade às melhores ofertas para que a contratação aconteça mais rápido.

Oferta de trabalho pouco interessante

Esse ponto envolve a criação da vaga em si. Mediante o aquecimento do mercado, empresas têm de lidar com profissionais que certamente estão sendo abordados por outras empresas a todo momento, com propostas iguais ou melhores. Logo, é importante que a empresa esteja antenada na oferta de seus concorrentes, e mais do que isso, que invista tempo e qualidade na criação da vaga com descritivos melhor elaborados que esclareçam sua maturidade em design, o quão interessante e motivadora é cultura da empresa, o tamanho do desafio e suas expectativas, entre outros.

Medo de estarem sendo “usados”

Conversando com muitos UX/UI Designers que já passaram por processos seletivos complexos, levantamos relatos de que empresas deram sinais claros de que o teste se tratava de uma estratégia interna: Ao se deparar com um problema sem solução, abrem uma oportunidade de vaga com a finalidade de captação de novas ideias. Profissionais contam que lidaram com uma dor real da empresa no teste, foram reprovados sem justificativa, e pouco tempo depois, a empresa lançou essa nova feature em seu produto sem ter oficialmente contratado ninguém. Situações como essa, sem dúvida, geram muito desconforto e desinteresse por parte dos candidatos.

Força, UX/UI Designers

Apesar de todos os pontos citados acima, existem ganhos a um UX/UI Designer que passa por um processo seletivo com testes práticos, a saber:

Chance maior de fit

Quando um UX/UI Designer é contratado e rapidamente desligado de uma empresa, ele também amarga a perda de tempo em sua carreira. Ao participar de um teste, suas chances em solidificar a relação com a empresa aumentam bastante, pois esta terá a comprovação do seu potencial e estará com as expectativas alinhadas — e o profissional já terá uma ideia de como será seu trabalho no dia-a-dia.

Interagir com o futuro líder

Como os testes são aplicados por pessoas tecnicamente qualificadas para avaliar, o UX/UI Designer já terá a oportunidade de conhecer e interagir com a pessoa a quem irá lidar diretamente quando for contratado. Em alguns casos, mais de um avaliador participa do processo, o que também é muito interessante para o seu network. Como o mercado ainda não é tão grande, seu nome ganha atenção, e dependendo de seu desempenho, mesmo que seja vencido por outro candidato, permanece na mesa para próximas oportunidades.

Ganhar mais experiência

Cada projeto, por menor que seja, sempre traz um aprendizado. Mesmo que o teste seja trabalhoso, o deadline apertado e exista o risco de fazê-lo e não ser contratado, o profissional terá a chance de participar de um novo desafio em que talvez ainda não tenha tido experiência.

Conclusão

Testes em processos seletivos são muito benéficos para a assertividade da contratação, desde que não sejam desmotivadores para os candidatos. Deve sempre haver clareza, transparência e fundamento a quem cria o teste, e o comprometimento, motivação e real interesse a quem o aceita.

Como UX/UI Designers menos experientes podem alavancar sua empregabilidade

A realidade das pequenas empresas

Analisando friamente o cenário de pequenos empresários, nota-se a falta de um bom planejamento. Segundo especialistas jurídicos e contábeis, a grande maioria dos micro-empreendedores “estão empresários”, ou seja, empreender lhes é uma condição; Por mais que não tenham vocação e preparo administrativo, têm o conhecimento técnico e a vontade / necessidade de fazer acontecer. Tais pessoas iniciam atividades empresariais pelos motivos mais variados:

— Sei fazer essa X coisa muito bem e quero vender;

— Cansei de ter chefe, posso fazer sozinho;

— Tenho que me mostrar capaz para a família e amigos;

— Fui desligado e quero dar a volta por cima;

— Herdei um negócio e tenho que dar continuidade.

Por outro lado, temos a minoria: pessoas que de fato “são empresários”, ou seja, tem vocação e preparo administrativo para empreender mesmo que não tenham muito conhecimento técnico específico do produto. Suas características:

— Têm ímpeto de empreender, e nisso, definem objetivos mais altos;

— Têm visão estratégica e planejamento prévios;

— Sabem profundamente sobre mercado, concorrência, precificação, processos de venda e pós-venda;

— Conhecem bem os números, tributos e limitações legislativas;

— Têm uma visão clara de produto, e seu potencial;

— Estão preparados para gerir equipes.

Segundo os mesmos especialistas, como a maioria dos pequenos empresários não tem vocação pra empreender e preparo administrativo, o resultado é que muitos negócios não chegam longe, não se consolidam e sua realidade financeira é ruim: Ano após ano, mal pagam-se os custos e não há geração real de lucro. E mais: Essa realidade não é percebida, ou mesmo que seja, é ignorada. Manter a saúde financeira de uma empresa, mesmo que pequena, não é tarefa fácil.

Mas nesses dois cenários citados, vemos uma coisa em comum: Do menos ao mais preparado, todos enxergaram uma oportunidade de negócio, e decidiram aproveitá-la da melhor forma possível, com os recursos disponíveis. Com isso, há espaço nessas empresas para que você aplique suas competências recém-adquiridas pois concentrar-se nos usuários para a criação ou melhoria de produtos pode ser um fator de grande impacto nos resultados do negócio. Muito além do Design em si, o valor está em vê-lo como elemento transformador e multiplicador.

UX para menores

Então onde, em tudo isso, entra um UX/UI Designer? Se você parar para pensar, o conhecimento que já tem sobre o processo de UX pode fazer muita diferença. É claro que o seu papel não é salvar negócios, afinal você não é auditor, nem consultor administrativo, menos ainda especialista em finanças. Mas o fato é que seu entendimento de produto pode ser de imensa ajuda, especialmente porque esses negócios não foram centrados originalmente no usuário mas na simples criação e oferta de um produto a quem quiser comprar. Ao prestar atenção em como esses produtos são oferecidos e em como clientes os adquirem e usam, diversos gaps de melhoria serão notados.

Um ponto importante a levantar é que UX não se destina unicamente a produtos digitais. São a grande tendência, a bola da vez, um imenso mercado em crescimento acelerado e um terreno extremamente fértil para você atuar, mas ainda, não são o único destino dessa mentalidade. Não há formato certo ou errado de empresa para que um UX Designer atue, pois enquanto houver relação entre um produto e um usuário, há espaço para UX.

Em suma, empresas menores carecem de um bom projeto de UX. Elas podem estar tendo prejuízos nesse exato momento: investindo demais na função do produto enquanto o design anteciparia diversos problemas, fazerem muita propaganda e não saberem o motivo da baixa conversão, precificarem mal por não conhecerem o público-alvo, não perceberem a origem da desistência da compra, em que ponto a concorrência leva vantagem, entre outros. Como para elas esse é um território novo, o seu trabalho de convencimento, validação e comprovação será grande mas é certo que será altamente gratificante quando gerar os resultados esperados — E sabemos que são perfeitamente possíveis.

Como identificar sua oportunidade

O principal fator que precisa ser enfatizado é a sua iniciativa, ao passo que empresas têm problemas e muitas vezes não os vêem ou não os tratam com a atenção devida. Se você, como usuário, identificar algo que pode ser melhorado em qualquer esfera de uso, está aí a sua oportunidade — Você deve estar pensando “nossa, então são muitas”! São mesmo. Lembre-se que o seu grande objetivo é:

Comprovar sua capacidade, mentalidade e processo através da construção de um case real — que é o que empresas e recrutadores precisam para te qualificar como UX Designer promissor.

Listo abaixo uma sequência de ações que você pode experimentar imediatamente, apenas por abrir os olhos para o que está à sua volta:

1. Atente à sua rotina

No dia-a-dia, você é um usuário de diversos produtos. Com quais deles você tem uma experiência ruim? Alguns exemplos: Seu travesseiro gera dor nas costas? É difícil abrir a tampa de sua pasta de dentes? Sua caneca de café queima seus dedos? Mesmo pegando uma senha numérica, você precisou pegar fila pra comprar carne? Porque ter caixas rápidos de poucos volumes em um mercado atacadista? Em grandes banheiros de shoppings, porque você lava a mão de um lado e as seca do outro, tendo que atravessar o banheiro todo com as mãos molhadas pingando em um chão liso e escorregadio? Em uma petshop, porque não há atendimento preparado para clientes cegos com cães acompanhantes?

2. Escolha e observe a raiz do problema

Selecione um desses cenários, preferencialmente o que você se identifica mais por se sentir altamente frustrado pela má experiência. Defina claramente o problema, onde está o ponto causador da dor, o sentimento gerado e o que você precisou fazer para contorná-lo.

3. Descubra se há solução em andamento

Vá a fundo e descubra como a empresa lida com esse problema. Mesmo tendo recebido diversas reclamações de clientes e parecendo ser de simples resolução, potencialmente o problema chega a níveis difíceis dentro da organização, onde você não consegue penetrar sem ser um funcionário ou um prestador de algum nível. Para todos os efeitos, como trata-se de um projeto de sua iniciativa, sem essa descoberta você pode considerar que não há plano imediato pra correção do problema.

4. Fale com o responsável

Veja a viabilidade de aceitação do seu projeto antes de começar: Não saia fazendo sem que ao menos alguém da empresa esteja sabendo. Para isso, prepare uma forma de comunicação que seja confortável a você (um telefonema, e-mail, videoconferência, reunião presencial, etc.), aborde o responsável e o informe de sua iniciativa e interesse em atuar, ainda que em caráter “acadêmico”, no problema que você identificou. E claro, prepare-se para receber um não, ou até mesmo um balde de água fria como a famosa frase “Quem é essa pessoinha que de nada sabe do meu negócio e quer dar pitacos?” Antecipe uma resposta para essas perguntas clássicas.

5. Produza, teste, observe, aprenda

Agora chegou o momento de mostrar suas habilidades! Conduza um bom projeto de UX com pesquisas, sessões com pessoas, ideação, validações, e mais. Atente aos detalhes, registre, questione, interaja e então discorra uma proposta de solução viável. Com base na experiência real do usuário com a sua solução, repita quantas vezes for necessário para lapidá-la. Envolva diretamente o responsável para que tenha uma visão mais clara de como sua solução vem de encontro certeiro com um problema que não estava sendo notado ou que não estava sendo levado a sério, e nisso, que veja o valor gerado por suas descobertas e compreenda a necessidade desse projeto.

 

6. Elabore e apresente o seu projeto

Reúna as informações captadas, prepare e apresente sua proposta de mudança especificando a definições de o que é necessário para implementar, quanto tempo será preciso, custos envolvidos, próximos passos, e mais. Não esqueça de fazer esse processo da forma mais organizada e documentada possível, pois nisso você já estará criando seu case de portfólio.

7. Conclua e implemente

Finalmente, com seu case em mãos, é hora de negociá-lo porque o próximo passo é a implementação. Até aqui você descobriu e validou a viabilidade de sua solução, mas é chegada a hora de colocar em prática e obviamente o responsável conta com você para isso. Vai de sua leitura e decisão se essa implementação será cobrada ou sem custo. Pelo caminho do investimento, tudo pode acontecer mais rápido pois você pode envolver mais pessoas e usar mais recursos. Já pelo caminho sem custo, o processo tende a ser mais demorado e mais trabalhoso. A recomendação é que, independente de sua decisão, o valor de seu trabalho precisa ficar claro — por via de regra, clientes que não pagam não valorizam realmente seu trabalho, e como resultado, mesmo que sua implementação seja boa, tendem a não dar continuidade.

 

Conclusão

A iniciativa de um UX/UI Designer é um fator altamente diferencial em sua carreira. Quanto mais problemas você identificar e projetos fizer, mais experiência irá adquirir e seu valor profissional aumentará bem mais rápido do que apenas esperar pela vaga de emprego perfeita. E você, já fez alguma ação como essa? Conte no comentário!

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